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Coleta de DNA para famílias de desaparecidos vai até sexta no DF

Instituto de Pesquisa de DNA Forense recebe familiares das 8h às 18h, de 24 a 28 de agosto, para alimentar o banco de perfis genéticos

Familiares de pessoas desaparecidas no Distrito Federal podem fazer a coleta de material genético desta segunda-feira (24) até a sexta (28), das 8h às 18h, no Instituto de Pesquisa de DNA Forense (IPDNA), da Polícia Civil do DF. O material alimenta o banco de perfis genéticos usado para identificar pessoas localizadas sem documentos e restos mortais não identificados.

A coleta é gratuita e feita por raspagem na parte interna da bochecha, procedimento rápido e indolor. O perfil obtido é comparado com os registros já existentes no banco, o que pode encerrar buscas abertas há anos.

Quem pode fazer a coleta

A doação é indicada preferencialmente para parentes de primeiro grau em linha direta, porque são eles que dão o resultado mais confiável na comparação:

  • pais biológicos;
  • filhos biológicos;
  • irmãos biológicos com o mesmo pai e a mesma mãe.

Outros graus de parentesco podem ser avaliados individualmente pela equipe do instituto, conforme o caso. Menores de idade precisam estar acompanhados do responsável legal.

Documentos e agendamento

Para a coleta, o familiar deve levar documento de identificação com foto, documentos da pessoa desaparecida, se houver, e o memorando de solicitação de coleta fornecido pela delegacia que apura o caso. Na falta do memorando, o boletim de ocorrência do desaparecimento serve como comprovante.

O agendamento pode ser feito pelos telefones (61) 3207-4362 e (61) 3207-4370, pelo WhatsApp (61) 98253-8016 ou pelo e-mail ipdnadesaparecidos@pcdf.df.gov.br. A orientação da corporação é que o contato seja feito preferencialmente pela delegacia responsável pelo registro, que encaminha a solicitação ao instituto.

Como o banco de perfis funciona

O perfil genético do familiar não serve para identificar a pessoa desaparecida diretamente. Ele entra em um banco de dados que é cruzado, de forma automatizada, com os perfis extraídos de corpos e restos mortais não identificados e de pessoas localizadas sem condições de informar quem são. Quando dois perfis apresentam compatibilidade, o sistema aponta a coincidência e a perícia faz a confirmação.

É por isso que a doação vale mesmo em casos antigos. O cruzamento não depende de o desaparecimento ser recente, e o perfil permanece no banco disponível para comparações futuras. Casos encerrados anos depois do registro inicial costumam ser resolvidos exatamente por essa via.

Quem ainda não registrou o desaparecimento precisa fazer o boletim de ocorrência antes. Não existe prazo mínimo de espera para registrar: a ocorrência pode ser feita assim que a família perceber a ausência, inclusive pela delegacia eletrônica. A ideia de que é preciso esperar 24 ou 48 horas para registrar um desaparecimento não tem previsão legal e atrasa as primeiras horas de busca, que são as mais úteis.

Quanto mais informação a família levar, melhor. Fotos recentes, CPF, descrição de marcas no corpo, histórico médico e o número de telefone que a pessoa usava ajudam tanto na busca imediata quanto na comparação futura com registros de pessoas localizadas sem identificação.

Leia também: Informar o CPF acelera a busca por uma pessoa desaparecida no DF.

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