Seguranca

PCDF desarticula falso cartório que lesava clientes em três estados

Operação Sumérios cumpriu 12 mandados de busca contra grupo que oferecia serviços em um cartório falso no Distrito Federal, em Goiás e em São Paulo.

A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou em junho a Operação Sumérios contra um grupo acusado de oferecer serviços em um cartório falso. Foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, em Goiás e em São Paulo.

A investigação apura estelionato e falsidade. Segundo a corporação, os alvos simulavam a estrutura de um serviço notarial para atrair clientes e cobrar por documentos e reconhecimentos que não tinham validade jurídica.

O golpe explorava a confiança das vítimas em atos oficiais. Quem procurava o suposto cartório pagava por certidões, procurações e reconhecimentos de firma que depois não eram aceitos pelos órgãos competentes, gerando prejuízo financeiro e transtornos.

Os endereços atingidos pela operação passaram por buscas em busca de documentos, carimbos, computadores e registros das transações. O material foi apreendido para exame e pode ajudar a dimensionar quantas pessoas foram lesadas.

Golpes que se aproveitam da aparência de serviços públicos têm crescido no radar das delegacias especializadas. A promessa de agilidade e preço baixo costuma ser a isca para atrair quem precisa de documentos com urgência.

A PCDF orienta os moradores a checar a autenticidade de cartórios antes de contratar qualquer serviço. Os cartórios oficiais são autorizados pelo Tribunal de Justiça e constam de listas públicas disponíveis para consulta.

Reconhecimentos de firma, certidões e procurações emitidos fora dessa estrutura não têm validade. A recomendação é desconfiar de ofertas feitas por redes sociais ou por endereços que não constam do cadastro oficial.

Vítimas de estelionato podem registrar ocorrência na delegacia mais próxima ou pela Delegacia Eletrônica da PCDF. Informações que ajudem nas investigações podem ser repassadas pelo Disque-Denúncia 197.

A corporação informou que novas diligências seguem em andamento e que não descarta identificar outros integrantes do grupo.

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