Esquadrão antibombas da PMDF soma nove acionamentos no DF em 2026
Protocolo Petardo, da Polícia Militar, foi acionado nove vezes em 2026 para lidar com objetos suspeitos e artefatos explosivos no Distrito Federal.
A Polícia Militar do Distrito Federal registrou nove acionamentos da Operação Petardo em 2026, protocolo usado para lidar com ameaças de bomba, artefatos explosivos e volumes considerados suspeitos. O balanço foi divulgado pela corporação.
Dos nove chamados, sete envolveram objetos suspeitos e dois estavam relacionados a artefatos explosivos improvisados. Em cada caso, equipes especializadas avaliaram o risco antes de qualquer intervenção.
O Esquadrão de Bombas integra o Batalhão de Operações Policiais Especiais, o Bope. A unidade reúne policiais treinados para identificar, isolar e neutralizar dispositivos, além de manusear equipamentos de proteção e desativação.
Segundo o comandante do esquadrão, capitão Cezar Oliveira, o primeiro passo diante de uma ameaça é o isolamento da área. Ele afirma que o estabelecimento imediato de um perímetro de segurança protege a população enquanto a avaliação técnica é feita.
A corporação reforçou orientações para a população. Diante de um objeto suspeito, o cidadão não deve tocar, mover ou tentar abrir o volume, e precisa se afastar do local o quanto antes.
Também é preciso evitar que outras pessoas se aproximem. O acionamento da polícia deve ser feito pelo telefone 190, com o repasse de imagens e informações sobre o objeto sempre que possível.
O protocolo funciona tanto para bolsas e mochilas abandonadas em locais públicos quanto para pacotes deixados em prédios, estações e áreas de grande circulação. A maioria dos chamados termina sem confirmação de explosivo, mas a resposta segue o mesmo padrão de cautela.
A atuação preventiva busca reduzir o risco de acidentes e evitar pânico. Espaços com muita gente, como terminais e eventos, concentram parte dos acionamentos ao longo do ano.
A PMDF reforça que a comunicação rápida é o fator que mais contribui para uma resposta segura. Quanto antes a equipe chega, menor o tempo de exposição da população ao risco.