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Desabamento em mineradora deixa um morto e três feridos em Arcos

Estrutura do sistema de filtragem do forno 4 cedeu na Mineração Belocal, em Minas Gerais

O desabamento de uma estrutura na Mineração Belocal, em Arcos, no centro-oeste de Minas Gerais, deixou um morto e três feridos nesta segunda-feira, 10 de agosto. As informações preliminares apontam que cedeu uma estrutura do sistema de filtragem do forno 4 da unidade.

Segundo o Corpo de Bombeiros, a estrutura atingiu funcionários da empresa e um caminhão de serviço, deixando quatro vítimas no total. Os três feridos sofreram ferimentos leves e foram atendidos no ambulatório da própria companhia. A perícia foi acionada para apurar as circunstâncias do acidente.

O que se sabe até agora

A identidade da vítima fatal não foi divulgada até a publicação desta reportagem. Também não há informação oficial sobre a causa do colapso da estrutura, e o balanço permanece preliminar, condição em que números costumam ser revisados nas primeiras horas.

  • Local: unidade da Mineração Belocal em Arcos (MG)
  • O que cedeu: estrutura do sistema de filtragem do forno 4, conforme dado preliminar
  • Vítimas: 1 morto e 3 feridos com ferimentos leves
  • Atendimento: feridos assistidos no ambulatório da empresa
  • Apuração: perícia acionada para levantar as circunstâncias

A Mineração Belocal não havia se manifestado formalmente sobre o acidente até o fechamento deste texto. A empresa opera na produção de cal e calcário na região de Arcos, um dos polos do setor em Minas Gerais.

Como funciona a apuração de acidente de trabalho na mineração

Acidentes fatais em unidades de mineração acionam mais de uma frente de investigação. A perícia técnica levanta a dinâmica do colapso. A Agência Nacional de Mineração fiscaliza a conformidade das estruturas com as normas do setor. O Ministério do Trabalho e Emprego apura o cumprimento das normas regulamentadoras de segurança, e o Ministério Público do Trabalho pode abrir procedimento próprio. Nenhum desses órgãos havia confirmado publicamente a abertura de apuração sobre o caso de Arcos até esta segunda-feira.

Estruturas de filtragem de forno integram a linha de processamento térmico do material. São conjuntos metálicos de porte, submetidos a variação de temperatura e a carga contínua de particulado, e o desgaste desses componentes é objeto de inspeção periódica obrigatória. Se falha de manutenção teve peso no caso, é exatamente o que a perícia precisa responder.

Arcos fica a cerca de 200 quilômetros de Belo Horizonte e integra o polo calcário do centro-oeste mineiro, região que concentra fornos de calcinação e plantas de beneficiamento. A produção de cal exige a queima do calcário em temperaturas elevadas, processo que gera grande volume de material particulado, e o sistema de filtragem é justamente o conjunto responsável por reter esse pó antes que ele seja lançado na atmosfera.

Minas Gerais concentra a maior parte da atividade mineral do país e acumula histórico de acidentes com vítimas em unidades industriais do setor, o que mantém a fiscalização estrutural no centro do debate público sempre que um episódio como este ocorre.

O Distrito Federal não tem operação mineral do porte da de Arcos, mas a construção civil da capital depende de cal e calcário produzidos justamente nessa região do centro-oeste mineiro, um dos principais fornecedores do Centro-Oeste brasileiro. O DF mantém frente ampla de obras públicas em andamento, e o GDF superou a marca de 6 mil obras entregues na atual gestão, volume que depende do fornecimento desses insumos.

Novas informações sobre a identificação da vítima e sobre a causa do desabamento dependem da conclusão dos trabalhos periciais, sem prazo divulgado.

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