Incêndio em mata força evacuação de creche com 148 crianças no Guará
Fogo na Reserva Biológica do Guará começou atrás do CEPI Lobo Guará e mobilizou seis viaturas do Corpo de Bombeiros nesta quinta (6)
Um incêndio na Reserva Biológica do Guará obrigou a evacuação do Centro de Educação da Primeira Infância (CEPI) Lobo Guará, no setor Lúcio Costa, na manhã desta quinta-feira (6). Ao todo, 148 crianças e 39 profissionais deixaram a unidade. Ninguém ficou ferido.
O fogo começou na área de vegetação atrás da creche e ganhou grandes proporções por volta das 11h40, quando as chamas chegaram a ultrapassar a altura das árvores. A ocorrência foi registrada às 11h57 pelo Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal.
Como foi a retirada
As crianças e os profissionais foram levados para o Edifício Warlley Covre, próximo à creche, onde ficaram acomodados até a chegada dos responsáveis. A direção da unidade optou por manter os alunos fora do prédio mesmo depois de as chamas serem controladas, porque a fumaça continuou sobre a região.
A decisão segue o procedimento recomendado em ocorrências desse tipo. Fumaça de queimada de vegetação carrega material particulado fino, que irrita vias aéreas e agrava quadros respiratórios, situação mais delicada em crianças pequenas.
- 148 crianças retiradas do CEPI Lobo Guará.
- 39 profissionais deixaram a unidade.
- 11h57, horário de registro da ocorrência.
- 6 viaturas do Corpo de Bombeiros no combate.
- Nenhum ferido.
Quem atuou no combate
Além das seis viaturas do CBMDF, participaram do atendimento equipes do Instituto Brasília Ambiental (Ibram) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). A presença dos dois órgãos se explica pela área atingida: a Reserva Biológica do Guará é unidade de conservação, o que exige avaliação do dano ambiental além do combate às chamas.
Unidade de conservação em área urbana concentra vegetação seca e fica cercada por moradias, escolas e comércio. É a combinação que transforma um foco pequeno em ocorrência de grande porte em poucos minutos.
Por que agosto é o mês mais crítico
O período seco do Planalto Central deixa a vegetação do Cerrado com pouca umidade e alto poder de combustão. Basta uma fonte de calor para que o fogo se propague rapidamente por capim seco, e o vento faz o resto.
Áreas verdes coladas em setores residenciais concentram o risco. No Guará, a reserva faz fronteira com quadras habitadas e com equipamentos públicos, entre eles a creche atingida pela fumaça nesta quinta.
O que fazer ao ver fogo em vegetação
- Ligue 193 e informe ponto de referência exato.
- Não tente apagar fogo em capim alto sem equipamento.
- Feche janelas se a fumaça alcançar residências ou escolas.
- Afaste-se da direção do vento, que define para onde o fogo avança.
- Denuncie queima de lixo e de mato, que é crime ambiental.
A Reserva Biológica do Guará integra o conjunto de áreas protegidas urbanas do Distrito Federal e faz divisa com quadras residenciais. Unidades desse tipo funcionam como corredor de fauna e área de recarga hídrica, o que explica a presença do ICMBio e do Ibram na avaliação do estrago deixado pelo fogo.
A apuração da causa cabe aos órgãos ambientais e à polícia. Focos em reserva urbana durante a seca costumam ter origem em ação humana, por descarte de material em combustão ou por queima intencional, mas a definição depende de perícia no ponto de início das chamas.
O Distrito Federal registrou outras ocorrências de fogo neste início de agosto. Nesta semana, um incêndio atingiu uma fábrica de gelo em Samambaia e a fumaça tomou uma igreja ao lado.