Metrô-DF abre licitação para concluir a Estação Onoyama, em Taguatinga, com custo sigiloso
Estação parcialmente construída fica entre a Praça do Relógio e o Centro Metropolitano; propostas serão abertas em 30 de dezembro
O Metrô-DF lançou nesta quarta-feira (21) a licitação para concluir a Estação Onoyama, em Taguatinga, por onde os trens da Linha 1 passam sem atender passageiros desde 2007. O valor estimado da obra é sigiloso.
O edital saiu no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF), segundo o Metrópoles. A estação fica na Avenida Elmo Serejo, entre a Praça do Relógio e o Centro Metropolitano, no trecho que liga Taguatinga a Ceilândia.
O que a empresa vencedora terá de fazer
A licitação é de contratação integrada. Segundo o site especializado Metrô CPTM, a empresa ou o consórcio escolhido faz os projetos básico e executivo e executa as obras civis, a arquitetura, a urbanização, as instalações e os sistemas necessários para pôr a estação em operação. Também entram no escopo os testes e o comissionamento, até a entrega da estação pronta para receber passageiros.
O projeto prevê bicicletário, estacionamento, baia para ônibus, áreas de embarque e desembarque, jardins, passarela e uma passagem subterrânea sob o sistema viário.
| Item | O que consta no edital |
|---|---|
| Abertura das propostas | 30 de dezembro |
| Critério de julgamento | Menor preço global |
| Prazo de execução | 42 meses, contados da ordem de serviço |
| Vigência do contrato | 45 meses |
| Valor estimado | Sigiloso até o início do julgamento das propostas |
O sigilo segue o regulamento interno do Metrô-DF e a Lei nº 13.303/2016, a Lei das Estatais, de acordo com o Metrópoles. A ordem de serviço, que dá início ao prazo de 42 meses, depende do resultado da licitação.
Há quanto tempo a estação espera
Pelo relato do Metrô CPTM, a construção da Onoyama começou em 1998. Em abril de 2007, quando entrou em operação comercial o trecho entre Ceilândia Sul e Praça do Relógio, os trens passaram a atravessar a estrutura inacabada sem parar. As obras avançaram até 2008, com salas técnicas e as subestações retificadora e auxiliar, que hoje funcionam como parte do sistema metroviário. Uma reformulação viária no entorno, em 2009, obrigou o Metrô-DF a adequar os projetos de conclusão.
O Metrópoles registra apenas que a obra começou "há mais de 10 anos". A diferença entre as duas versões não altera o fato central: a estação nunca abriu.
Em nota citada pelo Metrópoles, o Metrô-DF diz que a conclusão é "uma iniciativa estratégica para o fortalecimento da infraestrutura de transporte público do DF" e estima incorporar cerca de 11 mil usuários por dia ao sistema.
O Metrô-DF também tem concurso autorizado para 224 vagas e estudos para a Linha 2, tema que o DN já detalhou. A fonte primária do edital é o DODF, e a companhia mantém seus comunicados em metro.df.gov.br. Quem acompanha a licitação deve observar a sessão de abertura das propostas, em 30 de dezembro.