Cidades

Volte a Sorrir, da Defensoria do DF, ganha prêmio de R$ 150 mil

Projeto da Defensoria do DF que trata dentes de vítimas de violência doméstica vence o Prêmio Antes que Aconteça e recebe R$ 150 mil para ampliar.

Neste texto3 tópicos
  1. O que é o Volte a Sorrir
  2. Quem entregou e quem recebeu o prêmio
  3. Como funciona o prêmio

A Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF) venceu o Prêmio Antes que Aconteça, na categoria Reparação para Elas, com o projeto Volte a Sorrir, que oferece tratamento odontológico gratuito a mulheres que tiveram dentes e a estrutura da boca danificados por violência doméstica. A cerimônia foi na quarta-feira, 4, em Brasília, e o prêmio é de R$ 150 mil para ampliar o atendimento, segundo a DPDF.

O que é o Volte a Sorrir

O projeto foi criado em parceria com a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), com instituições e com profissionais da área odontológica. A DPDF afirma que o tratamento recupera a saúde bucal e a capacidade de mastigar, o que ajuda as vítimas a falar e a sorrir sem constrangimento. A Defensoria também oferece acompanhamento psicossocial, para lidar com o efeito emocional da agressão e com a volta ao convívio social.

A subdefensora pública-geral, Nathália Sant'Ana, explicou a lógica do atendimento: "Quando uma mulher chega até nós, não podemos olhar apenas para a violência que ela sofreu ou para a lesão que precisa ser tratada. Precisamos enxergar a pessoa, sua história, suas dores e tudo o que ela precisa para recomeçar."

A nota da DPDF não informa quantas mulheres o projeto já atendeu nem como pedir o atendimento. Quem precisa de orientação pode procurar a Defensoria, que atua na defesa dos direitos das mulheres, ou acionar o 190 em caso de risco imediato e o Ligue 180, canal nacional de atendimento à mulher. Em outra matéria, o DistritoNews explicou como a Defensoria atende quem não pode pagar por advogado.

Quem entregou e quem recebeu o prêmio

A DPDF informou que a premiação foi entregue pela deputada federal Sônia Guajajara, ex-ministra dos Povos Indígenas. Receberam o prêmio a subdefensora Nathália Sant'Ana, as defensoras públicas Rafaela Mitri e Cellina Grassmann, que atuam na Promoção e Defesa de Direitos das Mulheres, e a defensora Dulcielly Nóbrega, coordenadora da Unidade de Atividade Psicossocial.

A DPDF teve ainda duas finalistas: Dia da Mulher e Renovação – Mulheres, que concorreram nas categorias Ação em Rede e Justiça que acolhe mulheres. As duas ações ampliam o acesso à informação, à orientação jurídica e à rede de proteção.

Como funciona o prêmio

O Prêmio Antes que Aconteça nasceu de uma parceria entre o Ministério da Justiça e Segurança Pública e a Finatec, ligada à Universidade de Brasília, no Programa Nacional Antes que Aconteça. Segundo a Agência Brasil, o programa está previsto na Lei 15.398, publicada neste ano, e reconheceu práticas de prevenção à violência de gênero em oito categorias. Os valores vão de R$ 50 mil a R$ 200 mil. A premiação apoia 22 iniciativas de prevenção, acesso à Justiça e segurança para meninas e mulheres em todo o país.

Entre os outros premiados, a Agência Brasil cita a Associação de Pescadores e Marisqueiras de São Félix (BA), vencedora em Justiça que acolhe mulheres, e o projeto Dandara, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que atende cerca de 500 mulheres quilombolas. O DistritoNews acompanha os números da violência contra a mulher no DF, como o programa Viva Flor, que assistiu 1.810 mulheres.

Fontes: Jornal de Brasília, com informações da DPDF e Agência Brasil. A DPDF não informou quando o recurso chega nem como será aplicado na ampliação.