Senado terá centro cultural de 80 mil m² na orla do Lago Paranoá
Espaço ocupa o terreno do antigo Clube dos Servidores Públicos e deve abrir em dezembro
O Senado Federal vai abrir em Brasília um centro cultural de 80 mil metros quadrados às margens do Lago Paranoá, no endereço que abrigava o antigo Clube dos Servidores Públicos. A inauguração está prevista para dezembro de 2026, segundo a Agência Senado.
O espaço será aberto ao público e vai reunir galerias de exposição, auditório, restaurantes, áreas de convivência, playground, coworking e paisagismo. A coordenação do projeto é da diretora-geral do Senado, Ilana Trombka, com projeto arquitetônico assinado por Vanessa Bhering.
O que o brasiliense vai encontrar
O centro terá cinco espaços de exposição, com destinações distintas:
- Galeria principal
- Galeria dedicada a obras dos estados
- Galeria de produção artística local
- Espaço imersivo
- Área externa com acervo sobre o 8 de janeiro de 2023
"Será um espaço aberto a toda comunidade. Além de exposições e galerias, pretendemos incluir playground, coworking, paisagismo e local para palestras", afirmou Ilana Trombka.
A escolha do terreno reaproveita uma área ociosa da orla do Paranoá. O Clube dos Servidores Públicos ocupava o endereço e deixou de funcionar, e o conjunto passou por obras de recuperação antes da nova destinação.
Um endereço na orla do Paranoá
A área de 80 mil metros quadrados fica em um trecho da orla que hoje concentra clubes e concessões esportivas. A destinação cultural muda o perfil do uso: em vez de acesso restrito a sócios, o projeto prevê um equipamento aberto, com programação e áreas de permanência para quem chega sem ingresso.
O tamanho do terreno permite combinar o programa expositivo com o uso cotidiano de parque, o que aparece na lista de itens previstos: playground, coworking, restaurantes e paisagismo dividem espaço com as galerias e o auditório.
Um espaço sobre o 8 de janeiro
Entre as cinco áreas expositivas, uma fica ao ar livre e será dedicada ao 8 de janeiro de 2023, data em que o prédio do Congresso Nacional foi invadido e depredado. O Senado passou meses recuperando mobiliário, obras de arte e vidros do plenário e das galerias após o episódio.
Levar esse acervo para fora do edifício-sede coloca o material ao alcance de quem não entra no Congresso em visita guiada.
Mais um equipamento cultural na cidade
Para quem mora no DF, o projeto amplia a lista de espaços culturais mantidos por órgãos públicos federais na capital, ao lado do Centro Cultural Banco do Brasil, do Centro Cultural TCU e dos espaços expositivos do Congresso. A diferença aqui é a localização: o novo centro fica na orla, e não no Eixo Monumental.
O Senado não divulgou o custo total da obra nem a data exata de abertura ao público em dezembro. Também não informou se a entrada será gratuita e qual será o horário de funcionamento, informações que costumam sair mais perto da inauguração.
O que já está definido é a destinação de cada área expositiva e a previsão de que o espaço funcione como ponto de encontro entre a atividade institucional da Casa e a programação aberta ao público.
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