Economia

Balança comercial fecha julho com superávit de US$ 7 bilhões

Exportações somaram US$ 34,1 bilhões no mês, mas o saldo ficou abaixo do que o mercado projetava

A balança comercial brasileira fechou julho com superávit de US$ 7,067 bilhões, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (6) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). As exportações somaram US$ 34,119 bilhões e as importações, US$ 27,052 bilhões.

O resultado ficou abaixo do que o mercado financeiro esperava. A mediana das projeções apontava superávit de US$ 8,1 bilhões para o mês, e a diferença de mais de US$ 1 bilhão veio principalmente do ritmo das importações.

Agro e mineração puxaram as vendas externas

Na comparação com julho de 2025, as exportações cresceram 6,2%. O avanço foi puxado pela agropecuária, com alta de 9,3%, e pela indústria extrativa, com 10,8%. A indústria de transformação teve o desempenho mais modesto do trio, com crescimento de 2,4%.

No acumulado de 2026, o superávit chega a US$ 49,039 bilhões, alta de 31,9% sobre o mesmo período do ano passado. O número coloca o país em rota para superar o resultado anual de 2025, desde que o segundo semestre mantenha o ritmo das safras e dos embarques de minério e petróleo.

A leitura mensal serve de termômetro para dois indicadores que afetam diretamente o bolso de quem vive em Brasília. O primeiro é o câmbio: um fluxo comercial forte tende a segurar o dólar, o que aparece no preço de combustíveis, eletrônicos e passagens internacionais. O segundo é a arrecadação federal, alimentada por tributos ligados ao comércio exterior e concentrada nos cofres da União, cuja execução orçamentária é decidida na capital.

O que os números não mostram

O saldo positivo convive com dois pontos de atenção apontados por analistas. O primeiro é a concentração da pauta exportadora em commodities, o que deixa o resultado exposto a variações de preço internacional que o país não controla. O segundo é o comportamento das importações de bens de capital, que sinaliza o apetite da indústria por investimento e costuma antecipar o ritmo da atividade nos trimestres seguintes.

Os dados semanais divulgados ao longo de julho já indicavam um mês mais fraco que o de junho. Na terceira semana, o superávit parcial havia ficado em US$ 526,3 milhões, segundo o MDIC, número que se recuperou apenas na reta final do período.

A Secex divulga os números consolidados de agosto no início de setembro, com a mesma metodologia de comparação por média diária.

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