Economia

Mercado mantém inflação de 2026 em 5,33% e Selic no ano em 14%

Relatório Focus do Banco Central manteve a projeção de inflação para 2026 e o cenário de juros no fim do ano, com leve ajuste na previsão de crescimento.

O mercado financeiro manteve suas principais projeções para a economia brasileira em 2026. O Boletim Focus, pesquisa do Banco Central com instituições financeiras, conservou a estimativa de inflação do ano em 5,33%.

O relatório, divulgado no fim de junho, também manteve a projeção da taxa Selic em 14% ao ano para o encerramento de 2026. A expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto teve leve ajuste, para 1,99%.

A projeção de inflação segue acima do teto da meta perseguida pelo Banco Central, fixada em 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto para cima e para baixo. A distância em relação ao centro do alvo mantém o cenário de cautela sobre os juros.

O Focus reúne as estimativas de mais de uma centena de instituições e é publicado semanalmente, em geral às segundas-feiras. As médias das projeções orientam analistas, empresas e o próprio governo no planejamento.

A estabilidade das previsões ocorre após semanas de ajustes nas expectativas de inflação, que vinham sendo revisadas para cima. A acomodação recente sugere que o mercado incorporou parte das incertezas ao cenário-base.

O patamar projetado para a Selic reflete a avaliação de que o Banco Central seguirá conduzindo a política monetária com prudência. A autoridade sinalizou que o tamanho de eventuais ajustes dependerá dos próximos dados de atividade e preços.

Para o câmbio e para os anos seguintes, o relatório traz projeções adicionais que também compõem o quadro macroeconômico. A leitura conjunta desses indicadores ajuda a calibrar decisões de investimento e de crédito.

A manutenção das estimativas em uma semana marcada por divulgações fiscais e de crédito indica que os agentes aguardam novos elementos antes de mexer nas contas. Os próximos indicadores de inflação e atividade tendem a orientar as revisões.

O Focus é uma referência de mercado, mas não representa a decisão oficial do Banco Central. As definições sobre a taxa básica cabem ao Comitê de Política Monetária, que se reúne a cada 45 dias.

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