Confiança empresarial sobe a 92,7 pontos e atinge maior nível em um ano
Índice de Confiança Empresarial da FGV avançou em junho, no maior patamar desde maio de 2025, com alta puxada pela indústria e pelos serviços.
O Índice de Confiança Empresarial (ICE) subiu 1,1 ponto em junho ante maio e alcançou 92,7 pontos, informou a Fundação Getulio Vargas nesta quarta-feira, 1º de julho. É o maior nível desde maio de 2025, quando o indicador havia chegado a 94,5 pontos.
O ICE reúne a percepção de empresários de quatro setores: indústria, serviços, comércio e construção. Em junho, a confiança avançou em três deles.
A maior alta veio da indústria, com ganho de 3,0 pontos, para 100,1 pontos. Os serviços subiram 2,1 pontos, para 90,8 pontos. O comércio também registrou avanço no período.
O índice se divide em dois componentes. O Indicador de Situação Atual, que mede a percepção sobre o momento presente, subiu 1,1 ponto, para 94,4 pontos. O Indicador de Expectativas, voltado aos próximos meses, avançou 1,2 ponto, para 91,1 pontos.
Segundo o pesquisador do FGV Ibre Aloisio Campelo Jr., parte do movimento está associada à distensão dos conflitos no Oriente Médio e à acomodação dos preços do petróleo, que aliviaram a incerteza externa.
A confiança dos empresários é acompanhada porque antecipa decisões de produção, contratação e investimento. Quando a percepção melhora, aumenta a disposição das empresas em ampliar operações.
A pesquisa é feita por meio de sondagens setoriais, que ouvem companhias sobre a situação atual dos negócios e as expectativas para o período seguinte. As respostas são reunidas em índices e consolidadas no ICE.
O avanço da indústria acima da marca de 100 pontos merece destaque no conjunto. O patamar sinaliza um humor mais favorável entre os fabricantes, em linha com a leitura de retomada gradual da atividade fabril.
O resultado se soma a outros indicadores divulgados no início de julho e ajuda a compor o retrato da economia no fim do primeiro semestre. A melhora das expectativas indica que parte do setor produtivo vê espaço para um segundo semestre mais firme.
A FGV divulga o índice mensalmente, junto com as sondagens de cada setor. Os dados servem de insumo para análises de conjuntura e para o acompanhamento do ciclo econômico.