Governo projeta salário mínimo de R$ 1.717 para 2027 na proposta da LDO
Projeto de Diretrizes Orçamentárias em análise no Congresso estima piso nacional em R$ 1.717 no próximo ano, com reajuste de 5,9% sobre o valor atual.
O salário mínimo deve chegar a R$ 1.717 em 2027, segundo a projeção que consta no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) em análise no Congresso Nacional. O valor representa alta de R$ 96, ou 5,9%, sobre o piso atual, de R$ 1.621.
O reajuste segue a regra de valorização em vigor. Ele combina a projeção do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) para os 12 meses encerrados em novembro, estimada em 3,06%, com o crescimento da economia registrado em 2025.
O ganho real fica limitado pelo arcabouço fiscal, que permite alta de gastos de até 2,5% acima da inflação. A trava vale para o cálculo do piso e para outras despesas obrigatórias.
O texto também traz estimativas para os anos seguintes. O documento prevê R$ 1.812 para o salário mínimo em 2028, R$ 1.913 em 2029 e R$ 2.020 em 2030. Os números são preliminares e podem ser revistos nas próximas leis orçamentárias.
O valor do salário mínimo tem impacto direto nas contas públicas. Ele serve de referência para aposentadorias, pensões, seguro-desemprego e o abono salarial, o que amplia o efeito de cada reajuste sobre o Orçamento.
A LDO define as metas fiscais e as regras que orientarão a elaboração do Orçamento do ano seguinte. É nela que o governo fixa parâmetros como inflação projetada, crescimento esperado e resultado primário perseguido.
A proposta está sob análise da Comissão Mista de Orçamento (CMO), responsável por reunir deputados e senadores no exame das peças orçamentárias. A votação em sessão conjunta do Congresso está prevista para até 17 de julho.
Além do salário mínimo, o projeto estabelece as metas fiscais que balizarão a política de gastos. Os parâmetros são acompanhados pelo mercado porque orientam as projeções para a dívida e para o esforço de arrecadação.
O valor final do piso só será confirmado no fim de 2026, quando o governo consolidar os índices de inflação e o desempenho da economia. Até lá, a estimativa serve de base para o planejamento das despesas.