Economia

Contas externas têm déficit de US$ 3,2 bilhões em maio, diz BC

Transações correntes do Brasil tiveram déficit de US$ 3,2 bilhões em maio, enquanto o investimento direto no país somou US$ 8 bilhões no mês.

As transações correntes do Brasil registraram déficit de US$ 3,2 bilhões em maio, informou o Banco Central no relatório de estatísticas do setor externo. O resultado ficou praticamente estável frente ao déficit de US$ 3,3 bilhões apurado em maio de 2025.

As transações correntes reúnem o comércio de bens e serviços, o pagamento de juros e lucros ao exterior e as transferências. Quando o saldo é negativo, indica que o país gastou mais com o resto do mundo do que recebeu no período.

O investimento direto no país, considerado o ingresso mais estável de recursos externos, somou US$ 8 bilhões em maio. O valor mais que dobrou em relação aos US$ 3,9 bilhões de maio de 2025.

Desse total, US$ 7,4 bilhões entraram como participação no capital de empresas. O restante veio de operações entre matrizes e filiais, conforme a metodologia do Banco Central.

Em 12 meses, o investimento direto acumula US$ 83,3 bilhões, o equivalente a 3,38% do Produto Interno Bruto. O percentual é relevante porque supera com folga o déficit em conta corrente no mesmo período, de US$ 64,143 bilhões, ou 2,6% do PIB.

Quando o investimento direto cobre o déficit das transações correntes, o país financia o desequilíbrio externo sem depender de capital de curto prazo, mais volátil. Esse arranjo costuma ser visto como sinal de financiamento de melhor qualidade.

A balança comercial ajudou no mês. O superávit foi de US$ 7 bilhões em maio, acima dos US$ 6,4 bilhões de maio de 2025, com as exportações sustentando o saldo positivo.

O dado pesa no bolso do consumidor brasiliense de forma indireta. O fluxo de dólares influencia a cotação da moeda americana, que por sua vez afeta o preço de combustíveis, eletrônicos importados e passagens internacionais procuradas por moradores do Distrito Federal.

O Banco Central divulga essas estatísticas todo mês. Os números servem de termômetro para investidores estrangeiros e para a equipe econômica avaliarem a solidez das contas do país perante o exterior.

O próximo relatório, com os dados de junho, mostrará se o ritmo de entrada de investimento direto se mantém forte o suficiente para seguir cobrindo o déficit em transações correntes.

8 visualizações