Setor público registra déficit primário de R$ 63,9 bi em maio
Contas do setor público consolidado fecharam maio com déficit primário de R$ 63,895 bilhões, segundo o Banco Central, pressionadas pelo avanço das despesas.
O setor público consolidado registrou déficit primário de R$ 63,895 bilhões em maio de 2026, informou o Banco Central. O dado reúne as contas do governo central, dos estados, dos municípios e das estatais, excluído o pagamento de juros.
O governo central, sozinho, fechou o mês com déficit primário de R$ 54,5 bilhões. A receita líquida federal totalizou R$ 196,9 bilhões, com expansão real de 4,9% sobre maio de 2025, enquanto a despesa alcançou R$ 251,3 bilhões, com aumento real de 9,4%.
O descompasso aparece com clareza no acumulado do ano. De janeiro a maio, o resultado primário do governo central ficou negativo em R$ 44,7 bilhões, ante superávit de R$ 36,4 bilhões no mesmo período de 2025.
O quadro mostra despesa crescendo em ritmo superior ao da receita, mesmo com a arrecadação federal batendo recorde no mês. A diferença pressiona o esforço do governo para cumprir a meta fiscal do ano.
No relatório Focus, a mediana das estimativas do mercado financeiro para o déficit primário do setor público consolidado em 2026 recuou de 0,52% para 0,50% do Produto Interno Bruto.
O debate fiscal tem endereço em Brasília. A capital sedia o Ministério da Fazenda, o Tesouro Nacional e o Congresso, que discute o Orçamento e as regras de gasto. O desempenho das contas públicas orienta a confiança de investidores e a trajetória dos juros.
O Banco Central divulgará os dados de junho no fim de julho, quando atualizará o retrato das finanças públicas no primeiro semestre.