Economia

Setor público fecha maio com déficit primário de R$ 56,1 bilhões

Rombo das contas do setor público consolidado em maio superou o registrado no mesmo mês de 2025, com juros nominais elevando ainda mais o resultado nominal.

O setor público consolidado registrou déficit primário de R$ 56,131 bilhões em maio, informou o Banco Central nesta terça-feira, 30 de junho. O valor é bem maior que o do mesmo mês do ano passado, quando o rombo havia ficado em R$ 33,7 bilhões.

O consolidado reúne União, estados, municípios e empresas estatais. O resultado primário mede a diferença entre receitas e despesas antes do pagamento dos juros da dívida.

O Governo Central respondeu pela maior parte do saldo negativo, com déficit de R$ 55,2 bilhões. Os governos regionais tiveram rombo de R$ 1,2 bilhão. Já as empresas estatais fecharam maio com pequeno superávit, de R$ 0,3 bilhão.

No acumulado de 12 meses até maio, o déficit primário chegou a R$ 149 bilhões, o equivalente a 1,14% do Produto Interno Bruto. O percentual ficou 0,16 ponto acima do registrado no acumulado até abril.

Os gastos com juros nominais também pesaram. O setor público consolidado desembolsou R$ 107,5 bilhões com juros em maio, ante R$ 92,1 bilhões no mesmo mês de 2025.

Com a soma do resultado primário e dos juros apropriados, o resultado nominal ficou negativo em R$ 163,7 bilhões no mês.

Os números constam do relatório Estatísticas Fiscais, publicado mensalmente pela autoridade monetária. O documento serve de referência para o acompanhamento da política fiscal e da trajetória da dívida.

A piora do resultado de maio reflete o descompasso entre a arrecadação e o ritmo das despesas obrigatórias. A conta de juros, por sua vez, segue influenciada pelo patamar elevado da taxa básica, que remunera parte relevante dos títulos públicos.

O dado alimenta o debate sobre o cumprimento das metas fiscais do ano. O arcabouço prevê margens de tolerância para o resultado do Governo Central, mas o acompanhamento mês a mês orienta as projeções do mercado para o fechamento de 2026.

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