Justica mantem prisao de homem que deixou ex acorrentada em Aguas Lindas
Juiz da 2a Vara Criminal da comarca de Ceres converteu a detencao em preventiva apos audiencia de custodia neste sabado
A Justiça de Goiás converteu em prisão preventiva a detenção de Ailton Rodrigues de Souza, suspeito de manter a ex-mulher acorrentada e amordaçada por cinco dias em uma casa de Águas Lindas de Goiás, no Entorno do Distrito Federal. A decisão foi tomada neste sábado (22), em audiência de custódia.
O despacho é do juiz Cristian Assis, da 2ª Vara Criminal da comarca de Ceres. A defesa pediu liberdade provisória com medidas cautelares, e o magistrado negou. Na decisão, o juiz escreveu que enxerga "a imprescindibilidade de se resguardar a integridade física e emocional" da vítima, diante do que classificou como "a gravidade concreta de sua empreitada criminosa".
O que apurou a polícia
O suspeito foi preso na sexta-feira (21), em Águas Lindas de Goiás, depois que a Polícia Militar do estado localizou a mulher, de 24 anos, dentro do imóvel. Segundo a corporação, ela estava presa por correntes de ferro e amarrada com cordas, e havia sido obrigada a usar uma mordaça para que os vizinhos não ouvissem pedidos de socorro.
No local, os policiais apreenderam um carro, uma arma de fogo, algemas, cordas, correntes e sedativos. O caso é investigado pela Polícia Civil de Goiás. Ailton responde por cárcere privado, agressão, abuso sexual, uso de substâncias químicas contra a vítima e ameaças.
De acordo com o relato registrado pela polícia, a mulher havia encerrado o relacionamento com o suspeito em dezembro de 2025, e ele não aceitou a separação. O nome e a imagem da vítima não são divulgados por se tratar de caso com indícios de violência sexual.
Entorno e a rede de atendimento
Águas Lindas de Goiás fica na saída oeste do Distrito Federal, ligada a Ceilândia pela BR-070, e integra a Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (Ride-DF), área em que moradores circulam diariamente entre os dois estados para trabalho, estudo e serviços de saúde. Ocorrências como esta são apuradas pelas polícias goianas, e não pelas forças de segurança do DF.
Mulheres em situação de violência podem acionar o 190 em caso de emergência e a Central de Atendimento à Mulher pelo número 180, que funciona 24 horas e recebe denúncias de todo o país. Em Goiás, o atendimento especializado é feito pelas Delegacias Especializadas no Atendimento à Mulher (Deam).
A prisão preventiva não tem prazo definido e vale enquanto a Justiça entender que persistem os motivos que a justificaram. Ailton segue preso e responderá ao processo nessa condição. Ele é tratado como suspeito, uma vez que não houve julgamento nem condenação.
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