Política

Celina diz que PT politizou a crise do BRB e cobra de Grass uma posição junto a Lula

Em entrevista de 10 de outubro, governadora liga a solução para o banco ao resultado da eleição presidencial

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  1. A cobrança dirigida a Grass
  2. O que está de fato na Justiça
  3. Alternativas e privatização

A governadora do Distrito Federal e candidata à reeleição, Celina Leão (PP), acusou o PT de "politizar" a crise do Banco de Brasília (BRB) e cobrou do adversário no segundo turno, Leandro Grass (PT), uma atuação junto ao Palácio do Planalto. A declaração foi dada na manhã de sábado, 10 de outubro, em entrevista à Rádio Atividade, segundo o Jornal de Brasília.

"O PT politizou a crise do BRB. Ele deveria ter atendido, dado o aval, que era uma coisa tão simples", afirmou Celina. Ela comparou a situação do banco do GDF com o apoio financeiro que o governo Lula deu aos Correios e questionou a diferença de tratamento entre as duas estatais.

A cobrança dirigida a Grass

A governadora aproveitou a entrevista para rebater a promessa do adversário de ajudar o banco. "É engraçado você ouvir o meu adversário falando que vai ajudar. Por que não ajudou até agora? O candidato dele é presidente da República. Já podia ter sido resolvido, né?", disse. A reportagem de origem não traz resposta de Grass a essa fala.

Celina também ligou o futuro do BRB ao resultado da eleição presidencial. Segundo ela, uma vitória de Flávio Bolsonaro (PL) para a Presidência, somada à sua própria reeleição no DF, abriria caminho para uma solução mais favorável ao banco. É uma projeção da candidata, não um compromisso assumido por Flávio, e nenhum documento ou declaração do candidato do PL foi citado na entrevista.

O que está de fato na Justiça

O impasse sobre o BRB tramita no Supremo Tribunal Federal, sob relatoria do ministro Luiz Fux. O pedido do GDF, apresentado em maio, buscava liberar uma operação de R$ 6,6 bilhões com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para reforçar o caixa do banco. Reportagens de agosto sobre o acordo discutido no STF indicam que o desenho final não previa aval federal: o crédito sairia do FGC, com fiança de um sindicato de bancos e contragarantias do próprio DF, vinculadas a receitas dos fundos de participação. O obstáculo apontado era a nota "C" do DF na Capacidade de Pagamento (Capag), indicador do Tesouro Nacional que impede garantia da União.

Em audiência conduzida por Fux em agosto, a representação da União reforçou que o governo federal não tem "nada a ver com o BRB", conforme relatou o Correio Braziliense à época. Celina, por sua vez, cobrou que o FGC e a União cumprissem o que fora combinado. Por isso, a palavra "aval" usada na campanha pode significar coisas diferentes para cada lado, e vale conferir o que cada candidato se refere quando cita o tema.

O DN já noticiou a fala de Lula, em Ceilândia, de que não daria dinheiro ao BRB, e a petição da Procuradoria-Geral do DF ao STF que se seguiu.

Alternativas e privatização

Celina voltou a afastar a hipótese de privatizar o BRB. Segundo a governadora, o GDF avalia alternativas de financiamento, inclusive no exterior, para reduzir a dependência de instituições financeiras brasileiras. Em setembro, ela se reuniu com investidores dos Emirados Árabes Unidos interessados em um possível aporte. Para ela, a saída precisa preservar o controle público da instituição.

O segundo turno no DF acontece em 25 de outubro. Pelo Datafolha de outubro, a vantagem de Celina sobre Grass caiu de 25 para 18 pontos percentuais, como o DN mostrou ao divulgar a pesquisa. A crise do banco, portanto, segue como um dos temas centrais dos dois últimos fins de semana de campanha.

Fontes: Jornal de Brasília (entrevista de Celina Leão à Rádio Atividade, 10/10/2026); Correio da Manhã e SBT News (acordo do BRB no STF, agosto de 2026).

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