Politica

Corrida ao Buriti: quem são os seis candidatos ao GDF e o que propõem

Celina Leão, Arruda, Cappelli, Grass, Belmonte e Caputo se enfrentaram no primeiro debate. Veja partido, trajetória e as propostas que cada um levou ao palco

Seis candidatos disputam o Palácio do Buriti nas eleições de 2026 e se enfrentaram pela primeira vez no debate promovido pela Band no domingo (9), no Teatro do Sesc Ceilândia. O encontro durou cerca de duas horas e foi dividido em blocos de pergunta única, confronto direto e perguntas de eleitores.

A crise do BRB e a compra do Banco Master dominaram boa parte do tempo e reapareceram em quase todos os blocos. Educação, saúde, segurança pública e mobilidade completaram a pauta.

Quem está na disputa

  • Celina Leão (PP) - governadora e candidata à reeleição. Foi vice de Ibaneis Rocha e assumiu o cargo em abril. Defendeu os indicadores da gestão, citou o programa de videomonitoramento DF 360 e o reajuste dos servidores da segurança. Sobre o BRB, disse que, como vice, não participava das decisões do banco.
  • José Roberto Arruda (PSD) - ex-governador do Distrito Federal. Cobrou explicações sobre a crise do BRB, alertou para o risco orçamentário da situação do banco e defendeu o resgate da qualidade na educação, citando o educador Anísio Teixeira.
  • Ricardo Cappelli (PSB) - ex-interventor federal na segurança do Distrito Federal. Apresentou os programas que batizou de Fila Zero, para a saúde, e Tolerância Zero, para a segurança. Propôs debates diários entre os candidatos e mencionou possível aliança com Leandro Grass em um eventual segundo turno.
  • Leandro Grass (PT) - ex-deputado distrital e professor. Criticou o desempenho do Distrito Federal no Ideb do ensino médio e defendeu investimento em salário de professor e em educação integral.
  • Paula Belmonte (PSDB) - deputada. Questionou o papel da governadora na aquisição do Banco Master e cobrou explicação sobre a orientação dada aos deputados do partido na operação.
  • Kiko Caputo (Novo) - ex-presidente da OAB-DF. Pediu transparência na crise do BRB, criticou as filas na saúde e defendeu investimento em transporte sobre trilhos.

O BRB no centro da disputa

A situação do BRB atravessou o debate inteiro. O banco público do Distrito Federal virou tema de campanha depois da tentativa de aquisição do Banco Master, operação que gerou questionamentos sobre o impacto nas contas do governo distrital.

Os adversários usaram o assunto para cobrar a governadora, que respondeu com a defesa da própria gestão e recorreu à imagem da leoa, referência ao sobrenome, ao rebater as críticas. O tema deve seguir como principal linha de ataque da oposição até outubro.

O que está em jogo para o brasiliense

Quem vencer a eleição assume o Palácio do Buriti em janeiro de 2027 e comanda um orçamento que sustenta saúde, educação, segurança e mobilidade para uma população superior a 2,8 milhões de pessoas. O Distrito Federal tem particularidades que nenhum estado repete: acumula competências de estado e de município, e mantém polícias e parte da rede de ensino e de saúde com recursos do Fundo Constitucional, bancado pela União.

Isso significa que decisões sobre efetivo policial, filas de cirurgia, expansão do metrô e destino do BRB passam pelo mesmo gabinete. A eleição de outubro define quem toma essas decisões pelos quatro anos seguintes.

Calendário da eleição

  • 28 de agosto: começa a propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão
  • 1º de outubro: fim da propaganda eleitoral
  • 4 de outubro: primeiro turno
  • 25 de outubro: eventual segundo turno

Novos debates devem ser realizados por emissoras locais e por entidades ao longo de setembro.

Leia também: Como foi o debate da Band com os seis candidatos ao GDF.

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