Política

Datafolha sem Arruda: Celina Leão tem 42% e Leandro Grass sobe para 23% na disputa pelo GDF

Primeira rodada do Datafolha sem Arruda no DF: Celina Leão cai a 42%, Grass sobe a 23% e o 2º turno simulado entre os dois fica em 53% a 34%.

Neste texto6 tópicos
  1. Quem sobe e quem cai em relação à rodada anterior
  2. O que muda quando o nome de Arruda entra na lista
  3. Como ficam os votos válidos
  4. Os três segundos turnos que o instituto simulou
  5. O que o levantamento mostra no espontâneo
  6. Como a pesquisa foi feita

A governadora Celina Leão (PP) aparece com 42% das intenções de voto na disputa pelo Palácio do Buriti no cenário sem José Roberto Arruda (PSD), aponta pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira. O deputado federal Leandro Grass (PT) soma 23%.

O levantamento saiu horas depois de o Tribunal Superior Eleitoral barrar em definitivo o registro da candidatura de Arruda, que já havia sido indeferido pelo Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal. O instituto mediu dois cenários, um com o ex-governador na lista e outro sem ele.

Quem sobe e quem cai em relação à rodada anterior

A comparação com a pesquisa anterior do próprio Datafolha, no mesmo cenário sem Arruda, mostra movimento nos dois sentidos. Celina Leão caiu de 45% para 42%. Leandro Grass subiu de 19% para 23%.

Paula Belmonte (PSDB) oscilou de 8% para 7%. Cappelli (PSB) foi de 3% para 5%. Kiko Caputo (Novo) recuou de 3% para 1%. Professora Samara Mineiro (UP) ficou em 2% e Professor Robson (PSTU), em 1%.

Tabela com a intenção de voto no DF nos cenários com e sem Arruda, segundo o Datafolha
A governadora ganha cinco pontos quando o nome de Arruda sai da lista.Arte: DistritoNews, com dados do Datafolha

O que muda quando o nome de Arruda entra na lista

Com o ex-governador no cenário, Celina Leão marca 37% e Leandro Grass, 21%. Arruda fica com 18%. Paula Belmonte tem 6%, e Cappelli, Samara Mineiro e Kiko Caputo aparecem com 2% cada.

A diferença entre os dois cenários mostra para onde o instituto viu o eleitorado de Arruda se mover. A governadora ganha cinco pontos quando o nome dele sai da lista. O deputado do PT ganha dois.

Como ficam os votos válidos

No cálculo que exclui brancos, nulos e indecisos, a distância aumenta. Sem Arruda, Celina Leão tem 51% e Leandro Grass, 27%. Paula Belmonte fica com 9% e Cappelli, com 6%.

Com Arruda na lista, os válidos dão 42% à governadora, 23% ao deputado e 20% ao ex-governador. Na rodada anterior, a governadora tinha 54% dos válidos no cenário sem Arruda.

Os três segundos turnos que o instituto simulou

O Datafolha também testou duelos diretos. No confronto entre Celina Leão e Leandro Grass, a governadora tem 53% e o deputado, 34%, com 10% de brancos e nulos e 3% de indecisos.

Tabela com os três segundos turnos simulados pelo Datafolha no Distrito Federal
O instituto testou três duelos diretos; dois deles envolvem um candidato já barrado pelo TSE.Arte: DistritoNews, com dados do Datafolha

Os outros dois cenários envolvem Arruda, que está fora da disputa. Contra Celina Leão, o ex-governador tem 35% ante 48% dela. Contra Leandro Grass, ele aparece com 43% ante 36% do petista.

O que o levantamento mostra no espontâneo

Na pergunta sem lista de nomes, a maioria ainda não decidiu o voto. Celina Leão tem 30%, Leandro Grass 15% e Arruda 12%. Paula Belmonte soma 2% e Cappelli, 1%. Os indecisos são 31% e brancos e nulos, 5%.

O espontâneo costuma ser o retrato mais duro para quem não tem estrutura de campanha. O bloco de indecisos caiu de 34% para 31% entre uma rodada e outra, e essa é a fatia que decide a eleição a poucos dias do primeiro turno. O DF já havia registrado 47% de aprovação à gestão de Celina Leão em agosto, no mesmo instituto.

Como a pesquisa foi feita

  • Instituto: Datafolha
  • Contratantes: Grupo Globo e Folha de S.Paulo
  • Entrevistas: 910 pessoas no Distrito Federal
  • Período: 22 a 24 de setembro de 2026
  • Margem de erro: 3 pontos percentuais
  • Nível de confiança: 95%
  • Registro no TSE: DF-01888/2026

O registro de toda pesquisa eleitoral fica disponível no sistema do Tribunal Superior Eleitoral, que recebe a metodologia, o plano amostral e o valor pago pelo contratante. Rodadas anteriores no DF, como o levantamento do Igape em agosto, mostram a evolução do quadro ao longo da campanha.

O primeiro turno acontece em 4 de outubro. Novas rodadas de pesquisa devem sair até a véspera, e cada uma precisa ser registrada no TSE com antecedência para ser divulgada.

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