Política

Gustavo Rocha, vice eleito de Celina: da Casa Civil ao Buriti, e a impugnação que caiu

Advogado e ex-chefe da Casa Civil do DF chega ao Buriti após uma impugnação que o próprio Ministério Público Eleitoral abandonou

Gustavo do Vale Rocha (Republicanos), ex-secretário-chefe da Casa Civil do Distrito Federal, é o vice-governador eleito na chapa de Celina Leão (PP), que venceu o segundo turno neste domingo (25) com 57,20% dos votos válidos, segundo o Jornal de Brasília. Advogado, ele deixou a Casa Civil em abril para disputar a eleição.

A trajetória recente de Rocha passa pelo núcleo do governo. Ele chefiou a Casa Civil por mais de dois anos e coordenou a articulação política do Executivo com a Câmara Legislativa e com órgãos federais, de acordo com a cobertura do DistritoNews de abril. Deixou o cargo em 2 de abril, prazo exigido para quem queria disputar a eleição, e se filiou ao Republicanos.

Em 2 de agosto, a convenção da União Progressista oficializou a candidatura de Celina à reeleição com ele como vice. Duas semanas depois, o registro no TSE mostrou o maior patrimônio entre os candidatos ao governo: R$ 46,7 milhões, dos quais R$ 26,8 milhões em renda fixa, além de motos e carros de coleção, conforme dados levantados pela coluna Grande Angular, do Metrópoles. Celina declarou R$ 440 mil. A declaração de bens usa o valor de aquisição, não o de mercado.

O pedido de impugnação que caiu

O registro quase foi contestado. Em 21 de agosto, a Procuradoria Regional Eleitoral pediu ao TRE-DF a impugnação da candidatura de Rocha. O argumento era que ele havia participado, em 26 de maio, de uma audiência de conciliação no Supremo Tribunal Federal sobre o reforço financeiro ao Banco de Brasília (BRB) como representante do DF, depois de exonerado.

No mesmo dia, o ministro Luiz Fux retificou a ata: Rocha passou a constar como ouvinte, e não como representante do Distrito Federal. Em 25 de agosto, o procurador regional eleitoral Francisco Guilherme Vollstedt Bastos mudou de posição e passou a defender o deferimento do registro, ao escrever que a presença do candidato na audiência estava "suficientemente esclarecida". A defesa de Rocha negou desde o início que ele tenha exercido funções do cargo depois da exoneração.

O que faz um vice-governador

O vice substitui o governador em impedimentos e o sucede quando o cargo fica vago. O próprio caso de Celina ilustra: ela era vice-governadora de Ibaneis Rocha (MDB) e assumiu o governo em março, segundo a cobertura da eleição. A posse de Rocha e de Celina será em janeiro de 2027, depois da diplomação pela Justiça Eleitoral, cuja data o TRE-DF ainda não informou.

Leia também a cobertura do resultado da eleição no DF e a análise sobre o patrimônio das chapas ao Buriti.