Segundo turno no DF: vote primeiro para governador (11 ou 13), depois presidente (13 ou 22)
Urna pede dois números por cargo; celular fica com a mesa e documento com foto é obrigatório
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O eleitor do Distrito Federal vota primeiro para governador e depois para presidente da República no domingo, 25, segundo turno das eleições. A urna pede dois números por cargo, e o celular fica com a mesa receptora, segundo a Agência Brasil.
O DF está entre as seis unidades da Federação com disputa estadual na segunda rodada, ao lado de Acre, Amazonas, Rio Grande do Norte, Espírito Santo e Tocantins. Nos demais estados, o governador foi definido em 4 de outubro e a urna mostra só a escolha para a Presidência.
Quais números digitar na urna do DF
Em cada tela, o eleitor digita os dois números do candidato e confirma. Só depois a urna passa ao cargo seguinte.
Na tela do governo do DF, a disputa é entre a governadora Celina Leão (PP) e o ex-deputado distrital Leandro Grass (PT). No primeiro turno, Celina teve 49,93% dos votos válidos e Grass, 34,47%, segundo o Jornal de Brasília. O Datafolha divulgado na quinta-feira, 22, aponta Celina com 54% e Grass com 37% (59,34% a 40,66% nos votos válidos). A pesquisa ouviu 910 eleitores do DF entre 20 e 22 de outubro, tem margem de erro de três pontos percentuais e está registrada no TSE sob o número DF-01738/2026.
| Cargo | Número | Candidato (partido) | Vice |
|---|---|---|---|
| Governador | 11 | Celina Leão (PP) | Gustavo Rocha (Republicanos) |
| Governador | 13 | Leandro Grass (PT) | Dora Gomes (PV) |
| Presidente | 13 | Lula (PT) | Geraldo Alckmin (PSB) |
| Presidente | 22 | Flávio Bolsonaro (PL) | Alfredo Gaspar (PL) |
O número 13 aparece nas duas telas, com candidatos diferentes em cada cargo. Quem for votar com colinha deve anotar o cargo ao lado de cada número.
Pode levar colinha? E o celular?
A colinha em papel é permitida, e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) oferece modelos para imprimir. Segundo a Agência Brasil, a regra ajuda neste ano porque o eleitor escolhe seis cargos no primeiro turno e dois no segundo, no caso do DF.
O celular não entra na cabine. O eleitor desliga o aparelho e o deixa no local indicado pela mesa receptora, que o guarda e devolve depois do voto. A regra vale também para smartwatch, máquina fotográfica, filmadora e óculos inteligentes. Quem se recusar a entregar o aparelho pode ser impedido de votar naquele momento, e a mesa pode registrar o caso. Recursos de acessibilidade para pessoas com deficiência continuam liberados, desde que não registrem nem transmitam o voto.
O celular só pode ser usado para mostrar o e-Título ou outro documento digital na identificação. Segundo a Agência Brasil, o objetivo da regra é preservar o sigilo do voto e impedir que a escolha seja registrada, transmitida ou usada como prova de voto. Na prática, o eleitor mostra o documento no celular, desliga o aparelho e só então vai à cabine.
Quais documentos valem para votar
O título de eleitor em papel não é obrigatório. É preciso apresentar documento oficial com foto, inclusive em formato digital, e a lista inclui:
- e-Título, desde que o aplicativo mostre a foto do eleitor;
- carteira de identidade e identidade social;
- passaporte;
- carteira de categoria profissional reconhecida por lei;
- certificado de reservista;
- carteira de trabalho física;
- Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
Os documentos podem estar vencidos, desde que permitam identificar o eleitor. Certidões de nascimento ou de casamento não servem. Segundo a Agência Brasil, o país tem 158 milhões de eleitores aptos e 499 mil seções eleitorais.
Onde votar e até que horas
A votação vai das 8h às 17h, no horário de Brasília. O Tribunal Regional Eleitoral do DF (TRE-DF) informou que nenhum local de votação do DF muda no segundo turno: o eleitor vota no mesmo endereço de 4 de outubro. Quem pediu voto em trânsito pode consultar a seção no aplicativo e-Título, na aba "Onde votar", antes de sair de casa.