Política

TSE: 900 urnas foram trocadas até o meio-dia e não houve voto em papel no 2º turno

Troca atingiu 0,18% das 499.248 urnas; balanços de ocorrências do TSE e do Ministério da Justiça somam números diferentes

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que 900 urnas eletrônicas foram substituídas entre 8h e o meio-dia deste domingo, 25, no segundo turno das eleições. O número equivale a 0,18% das 499.248 urnas em uso. O presidente da corte, Kassio Nunes Marques, afirmou em entrevista coletiva em Brasília que nenhuma seção votou em cédula de papel.

A Justiça Eleitoral reservou outros 48.815 equipamentos para reposição. O boletim não informa o motivo das trocas. No primeiro turno, em 4 de outubro, foram substituídas 1.904 urnas, segundo a Agência Brasil.

São Paulo teve o maior número de substituições (163), seguido por Paraná (103), Rio de Janeiro (95) e Minas Gerais (75). A lei prevê a cédula de papel apenas como último recurso, quando a urna reserva também falha. Isso ainda não foi necessário nesta eleição.

Nunes Marques falou ao lado dos presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Segundo ele, a qualidade do equipamento evolui a cada pleito e deixou o voto em papel restrito ao registro histórico.

Mais de 158,7 milhões de eleitores estão aptos a votar para presidente. Há disputa de governo em cinco estados (Acre, Amazonas, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Tocantins) e no Distrito Federal, onde o segundo turno opõe Celina Leão e Leandro Grass.

Duas contagens de ocorrências

O presidente do TSE citou 138 ocorrências de crime eleitoral até a entrevista:

  • 40 tentativas de violação do direito de voto;
  • 19 casos de propaganda irregular;
  • 16 de boca de urna;
  • 3 de compra de votos.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública divulgou outro balanço, fechado às 12h: 89 ocorrências, nove prisões em flagrante e 16 pessoas conduzidas. Violação ou tentativa de violação do sigilo do voto lidera, com 17 casos (19,1%), seguida de propaganda irregular, com 15 (16,9%). O Rio Grande do Sul concentra 19 registros, e Minas Gerais, 17. Os dados do ministério reúnem as forças de segurança do país, sem a Polícia Federal, que divulga balanço próprio.

As duas contagens têm horário de corte e fontes diferentes, e nenhum dos órgãos explicou a diferença entre elas. O secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia, disse no Centro Integrado de Comando e Controle Nacional, em Brasília, que o pleito transcorre com tranquilidade e com poucas ocorrências em relação a eleições anteriores.

No DF, a votação para governador tem como pano de fundo o teste de integridade das urnas na Câmara Legislativa, que o DistritoNews detalhou antes do segundo turno. A trajetória que levou Celina e Grass à segunda rodada está na cobertura do primeiro turno.