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Milei planeja escala em Brasília no dia 25 para visitar Bolsonaro

Defesa pediu ao STF autorização para o encontro na prisão domiciliar; convenção do PL em São Paulo é o destino principal da viagem

O presidente da Argentina, Javier Milei, planeja desembarcar em Brasília no dia 25 de julho para visitar Jair Bolsonaro na prisão domiciliar, no Jardim Botânico. A defesa do ex-presidente pediu autorização ao Supremo Tribunal Federal na sexta-feira (17).

O pedido foi endereçado ao ministro Alexandre de Moraes, relator da execução penal de Bolsonaro. Sem o aval dele, o encontro não acontece: as regras da domiciliar limitam visitas a advogados, familiares e pessoas autorizadas caso a caso.

Para o brasiliense, a data promete movimento. A visita foi solicitada para as 16h do sábado, na casa do ex-presidente no condomínio Solar de Brasília, e envolve comitiva presidencial estrangeira com escolta diplomática circulando pela região do Jardim Botânico e pelo Aeroporto de Brasília.

Escala na capital depois de convenção em São Paulo

Brasília não é o destino principal da viagem. Milei confirmou presença na convenção nacional do PL, marcada para o mesmo dia 25 na Arena Pacaembu, em São Paulo, quando o partido deve formalizar a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República.

"No dia 25, viajo para o Brasil, a convite do candidato a presidente Flávio Bolsonaro, e vou. Então, vou estar em São Paulo e vou dar uma passada também por Brasília para cumprimentar o Jair Bolsonaro", disse o presidente argentino no início do mês, em declaração registrada pelo Congresso em Foco.

Segundo o requerimento protocolado no STF e divulgado pela Agência Brasil, a comitiva indicada para entrar na residência tem três nomes além de Milei:

  • Pablo Quirino, ministro das Relações Exteriores da Argentina;
  • Karina Milei, secretária-geral da Presidência e irmã do presidente;
  • Enrique Luis de Boero Baby, intérprete oficial.

O que está em jogo na decisão de Moraes

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde setembro de 2025, quando foi condenado a 27 anos e três meses de prisão pela trama golpista. Ele se recupera de uma pneumonia bacteriana diagnosticada depois de cirurgia, de acordo com a defesa.

Na semana passada, Moraes já mostrou rigidez com o regime: o ministro restringiu o rol de visitas ao ex-presidente, o que aumenta a expectativa em torno da resposta ao pedido argentino. O DistritoNews mostrou a decisão que limitou as visitas de aliados.

Não há prazo formal para o ministro responder. Como o encontro está marcado para o próximo sábado, aliados esperam uma manifestação ao longo da semana. Moraes pode autorizar a visita como pedida, reduzir a lista de presentes ou negar.

Se autorizada, será a primeira visita de um chefe de Estado estrangeiro a Bolsonaro desde o início da domiciliar, e colocará Brasília no centro do noticiário político do fim de semana da convenção do PL.

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