PSD oficializa apoio a Celina Leão e governadora pede o voto de Arruda
PSD-DF aderiu à reeleição de Celina Leão após o TSE barrar Arruda. Veja o que muda na conta de votos a menos de uma semana do pleito.
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O PSD do Distrito Federal oficializou na tarde de segunda-feira (28) o apoio à reeleição da governadora Celina Leão (PP). A decisão veio quatro dias depois de o Tribunal Superior Eleitoral manter a rejeição do registro de José Roberto Arruda, que era o candidato do próprio partido ao Buriti.
No evento, ao lado de candidatos do PSD a deputado federal e distrital, Celina foi perguntada se pedia o voto de Arruda. Respondeu sem rodeio: "Estou pedindo, sim, o voto. É muito importante o voto dele".
Arruda não acompanha o partido. Na noite de domingo (27), o ex-governador declarou que não apoiará a candidata, apesar da posição oficial da legenda. Segundo o presidente do PSD-DF, Paulo Octávio, a Executiva Regional aprovou o apoio por unanimidade, informação divulgada pelo Correio Braziliense e pelo Jornal Opção.
Por que o PSD ficou sem candidato ao Buriti
Arruda foi lançado pelo PSD ao governo do DF e teve o registro impugnado por condenações que o tornam inelegível. O TSE manteve a rejeição na semana passada, quando mais de mil urnas do DF já estavam lacradas. O nome dele segue na urna, mas o voto não vale para a apuração, como o DistritoNews detalhou na decisão do TSE que tirou Arruda da disputa.
Sem candidato próprio, o partido tinha três saídas: liberar a militância, manter silêncio até a eleição ou aderir a um dos nomes na disputa. Escolheu a terceira, e escolheu a governadora.

O que muda na conta de votos
O eleitorado que estava com Arruda é o ativo em jogo. No levantamento Quaest divulgado em 23 de setembro, com o ex-governador ainda na disputa, ele aparecia com 17%, atrás de Celina Leão (33%) e de Leandro Grass (21%).
No cenário sem Arruda medido pelo Datafolha, Celina Leão marcou 42% e Grass subiu para 23%. A diferença entre os dois retratos mostra que a transferência não é automática: parte do voto de Arruda migrou para a governadora, parte foi para a oposição e parte ficou em branco, nulo ou indeciso.
O apoio formal do PSD tenta dirigir esse bloco. Vale menos do que o gesto pessoal do ex-governador, que ele se recusou a fazer, e mais do que nada: dá à campanha da governadora palanque, comitê e os candidatos a deputado do partido pedindo voto duplo nas ruas de Taguatinga, Ceilândia e do Gama, onde Arruda tem base.
O que o PSD ganha com isso
O partido disputa cadeiras na Câmara dos Deputados e na Câmara Legislativa, e nenhuma delas depende do governo do DF. Mas a foto ao lado de quem lidera a pesquisa ajuda o candidato a distrital a se apresentar como parte da base, o que vale voto e, depois, emenda.
Há também o cálculo de 2027. Quem entra na coligação vencedora tem assento na conversa sobre secretarias e cargos de segundo escalão. Fora dela, o partido que perdeu o candidato ao Executivo fica sem vitrine por quatro anos.
O que falta até 4 de outubro
- Data da eleição: domingo, 4 de outubro de 2026, das 8h às 17h (horário de Brasília).
- O que se vota no DF: presidente, governador, dois senadores, deputado federal e deputado distrital.
- Documento: documento oficial com foto. O e-Título só vale sozinho se tiver foto.
- Consulta do local de votação: aplicativo e-Título ou o autoatendimento do cartório eleitoral do DF.
- Voto em candidato com registro rejeitado: é computado como nulo, mesmo que o nome apareça na urna. A regra está no § 3º do artigo 175 do Código Eleitoral: "serão nulos, para todos os efeitos, os votos dados a candidatos inelegíveis ou não registrados".
A propaganda eleitoral gratuita em rádio e TV se encerra na quinta-feira anterior ao pleito. Daí até domingo, o que resta é corpo a corpo, carreata e a disputa pelo eleitor que decide na última semana, faixa que nas pesquisas do DF segue acima de 10%.
O DistritoNews acompanha a apuração no dia 4 e publica os números do DF assim que o TSE liberar as primeiras seções.