Política

PF pede ao STF para investigar suspeita de tráfico de mulheres em festas de Vorcaro

Pedido foi enviado a Fachin; Vorcaro nega ter explorado mulheres

Neste texto3 tópicos
  1. Por que o pedido chegou a Fachin
  2. O que a PF encontrou
  3. O que diz Vorcaro

A Polícia Federal pediu ao Supremo Tribunal Federal autorização para investigar suspeitas de tráfico de mulheres para exploração sexual e de lenocínio, o favorecimento da prostituição, em festas de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O pedido foi encaminhado na semana passada ao presidente da corte, Edson Fachin, segundo reportagem da Folha de S.Paulo divulgada nesta sexta-feira (23).

A informação saiu antes no jornal O Globo e foi confirmada pela Folha. O Supremo não detalhou o conteúdo do pedido, e a decisão sobre abrir ou não a apuração ainda não foi tomada, até onde as reportagens mostram.

Por que o pedido chegou a Fachin

Em meio à crise no tribunal, Fachin determinou que os inquéritos dos casos Master e INSS fossem enviados ao seu gabinete. O ministro André Mendonça continua como relator dos dois casos, mas o pedido da PF foi endereçado ao presidente, de acordo com a Folha.

O que a PF encontrou

A solicitação se apoia em mensagens achadas no celular do ex-banqueiro, que apontariam envolvimento dele no gerenciamento de uma rede de prostituição com mulheres estrangeiras. A Folha publicou uma troca de mensagens de 18 de agosto de 2025 com a então noiva, Martha Graeff, na qual Vorcaro escreve: "Fazia parte do meu 'business'. Nunca te escondi o que fiz, e por que fiz. Fiz festa com 300 desse tipo".

Segundo reportagem do UOL citada pela Folha, Vorcaro teria estruturado e financiado, como sócio oculto, uma rede internacional a partir de 2023, com pelo menos R$ 4,3 milhões aplicados, intermediários e uma casa noturna em São Paulo. A Folha também relatou que os eventos tinham modelos de países como Rússia, Ucrânia, Lituânia, Holanda, México e Venezuela, e que a logística era montada para encontros em dias úteis, à margem de eventos oficiais, com políticos e outras autoridades como público.

O que diz Vorcaro

Em nota do dia 13, Vorcaro afirmou: "Nego veementemente que tenha, em algum momento, explorado ou desrespeitado mulheres. Isso não é da minha índole". Ele sustenta que a narrativa contra ele é "falsa". Ele não foi condenado por nenhum desses fatos, e o pedido da PF trata de suspeita a ser apurada.

O caso Master também chegou ao Distrito Federal pela via do BRB, tema da matéria sobre os R$ 400 milhões ligados a Vorcaro e Ibaneis, e pela disputa interna no Supremo, tratada em parecer da PGR sobre o pedido de Moraes contra Mendonça. O próximo passo é a decisão de Fachin sobre o pedido da PF.

Fontes: Folha de S.Paulo, via Folhapress e Jornal de Brasília (23/10/2026); O Globo, citado pela Folha.