Celina promete consórcio de transporte com Goiás em 2027, sem esperar pela União
Em sabatina ao Metrópoles, a governadora disse que o compromisso com o governador eleito Daniel Vilela vale desde o primeiro turno
A governadora e candidata à reeleição Celina Leão (PP) disse que o consórcio entre o Distrito Federal e Goiás para gerir o transporte público da região deve sair em 2027. A declaração foi dada em sabatina ao Metrópoles nesta sexta-feira (23), a dois dias do segundo turno contra Leandro Grass (PT).
Segundo Celina, o compromisso está firmado com o governador eleito de Goiás, Daniel Vilela (MDB), desde o primeiro turno. O prazo, explicou, depende de previsão orçamentária: "Acho que isso deve acontecer para o ano que vem porque você precisa ter uma previsão orçamentária".
A governadora afirmou que a ideia original era um consórcio tripartite, com a União, mas que o governo federal "nunca entrou". Por isso, DF e Goiás decidiram não esperar e assumir o transporte por conta própria. O Metrópoles não registra posição do governo federal, da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) ou de Goiás sobre o plano, e o texto não informa modelo de gestão, valores ou cronograma.
Por que o tema volta agora
A linha semiurbana que liga Brasília às cidades do Entorno é federal. Em fevereiro de 2023, a gestão desse serviço voltou à ANTT depois da extinção do Convênio de Delegação nº 1/2020, e a agência definiu reajuste de 40% nas tarifas, segundo o Jornal de Brasília. Celina, então governadora interina, e o governador de Goiás na época, Ronaldo Caiado, levaram ao ministro Alexandre Padilha uma minuta de consórcio interfederativo. A proposta previa que a União administrasse o processo e que o custo da tarifa técnica fosse dividido entre os entes.
Mais de três anos depois, o consórcio ainda não existe. O DistritoNews já mostrou que o transporte interestadual entre o Entorno e o DF segue sob regulação federal.
Para a candidata, a gestão conjunta reduziria o preço das passagens, melhoraria os ônibus e geraria empregos. "Hoje a pessoa perde um emprego aqui por causa do preço de passagem", disse. Ela defendeu que o subsídio hoje recai sobre estados e prefeituras sem condição de bancá-lo: "Às vezes a diferença de quem mora no DF e Goiás é só uma avenida."
Outros pontos da sabatina
Celina também afirmou que vai ampliar o programa de internação involuntária e inaugurar novos Centros de Atenção Psicossocial (Caps) no DF. Antes da medida, segundo ela, o delegado só podia registrar um termo circunstanciado e liberar a pessoa em surto, e agora pode interná-la quando ela colocar a própria vida em risco.
Sobre governabilidade, disse ter apoio de três senadoras alinhadas ao seu projeto e maioria na Câmara Legislativa e na Câmara dos Deputados. No Plano Piloto, espera ampliar a votação do primeiro turno, quando a disputa teve outros candidatos, como Kiko Caputo (Novo) e Paula Belmonte (PSDB). No primeiro turno, ela ficou a 168 votos de vencer sem precisar de segundo turno. A votação de domingo, 25, vai das 8h às 17h.