Meta diz ao TSE que removeu 720 publicações e trata Lula e Flávio de forma igual
Meta apresenta documentos ao TSE, diz ter removido 720 publicações e pede mais prazo ao ministro Bellizze para entregar o que falta.
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A Meta entregou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) os documentos que o ministro Marco Aurélio Bellizze pediu para comprovar que Facebook, Instagram e WhatsApp tratam de forma igual as campanhas de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). A empresa afirma ter retirado 720 publicações do ar e pediu mais prazo para as informações que ainda faltam, segundo o Metrópoles.
Na manifestação, a dona das redes diz que o material "atesta que os conteúdos relativos às duas candidaturas são tratados de forma igual e não discriminatória" e descreve o mecanismo que garante essa isonomia. O TSE tem sede em Brasília e o caso corre no gabinete de Bellizze, que deu 24 horas para a resposta.
O que a Meta diz ter feito
O texto enviado ao tribunal lista três providências, de acordo com o relato do Metrópoles:
- retirada de 720 publicações da plataforma;
- criação de uma lista de permissão para anúncios políticos, que libera propaganda eleitoral paga só para candidatos, partidos, federações e coligações registrados na base oficial do TSE;
- desativação de dois perfis ligados à continuidade de uma conta já removida por violar as regras da empresa.
A Meta também pediu que o TSE reconheça o cumprimento das determinações já atendidas e conceda prazo adicional para entregar as informações pendentes. A reportagem consultada não detalha quais são os itens que ficaram de fora nem o critério usado para escolher as 720 publicações.
Como o caso chegou ao TSE
A coligação de Lula acusou a plataforma de seletividade na distribuição de conteúdo. Entre os pontos levados ao tribunal está a ferramenta Meta AI, que, segundo a representação, teria deixado de gerar imagens ligadas a Lula enquanto produzia material parecido sobre Flávio Bolsonaro. A campanha petista também apresentou números de engajamento para sustentar a queixa, que a empresa rejeita.
Em resposta anterior a Bellizze, divulgada em 13 e 14 de outubro por veículos como O Liberal e o DGABC, a Meta negou qualquer favorecimento a Flávio. A empresa atribuiu a queda de visualizações a um incidente técnico de alcance global, que teria bloqueado a contagem de views em 7 de outubro, entre 1h50 e 19h49, e disse que a falha não se limitou a conteúdo político.
No dia 15, segundo o SBT News, o ministro concedeu liminar parcial: até o fim do segundo turno, a companhia deve aplicar os mesmos critérios às duas candidaturas quando reduzir a distribuição de conteúdo, limitar recomendações, restringir buscas ou ajustar métricas. A decisão prevê multa em caso de descumprimento. O prazo de 24 horas para comprovar o cumprimento foi noticiado pelo DistritoNews na segunda-feira.
O que falta decidir
Cabe agora a Bellizze avaliar se os documentos bastam e se concede o prazo extra pedido pela empresa. O tribunal ainda não se manifestou sobre a resposta, e o segundo turno está marcado para domingo, 25 de outubro. A Meta não indicou, no que foi divulgado, a data em que pretende entregar o restante do material.
Quem quiser acompanhar o andamento pode consultar a movimentação processual no portal do TSE. Também é possível ver como o tribunal organizou o domingo de votação na matéria do DistritoNews sobre a identificação do eleitor pelos mesários.