TSE diz que totalização dos votos é aberta e auditável
Secretário de Tecnologia da Informação detalha as etapas de conferência antes da soma dos boletins de urna
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) afirmou que a totalização dos votos das eleições de 2026 é um processo aberto, auditável e acompanhado por partidos e candidatos em todas as etapas. A declaração é do secretário de Tecnologia da Informação da corte, Júlio Valente, na quarta-feira (12/8), em Brasília.
Segundo o secretário, a soma dos votos não é uma operação automática e isolada. Cada arquivo enviado pelas seções eleitorais passa por verificação de origem e de assinatura digital antes de ser incorporado ao resultado.
"Não é só receber e somar. Tudo é verificado", disse Júlio Valente.
Como funciona a totalização
A apuração começa na própria seção eleitoral. Encerrada a votação, a urna eletrônica registra os resultados e imprime o boletim de urna, documento afixado no local de votação e acessível a qualquer eleitor que queira conferir os números daquela seção.
Os arquivos são então transmitidos por canais criptografados. Antes de entrar na conta final, o sistema confere se o boletim veio da urna correta e se a assinatura digital confere. Partidos, coligações, candidatos e entidades fiscalizadoras podem acompanhar cada uma dessas etapas.
Valente afirmou que o modelo é descentralizado e público. "O processo de votação e totalização dos resultados é estruturado de forma descentralizada e pública", declarou. O secretário disse ainda que hoje existem 40 oportunidades de fiscalização e auditoria distribuídas ao longo do ciclo eleitoral, da preparação das urnas à divulgação do resultado.
Ele também afirmou que não há registro de fraude comprovada no sistema eletrônico de votação desde a implantação, em 1996, e classificou o processo eleitoral brasileiro como "um dos mais seguros, modernos e auditáveis do mundo".
Por que isso interessa a quem mora em Brasília
A totalização nacional é conduzida a partir da sede do TSE, na Praça dos Três Poderes. É em Brasília que ficam a infraestrutura central de processamento, a sala-cofre com os sistemas eleitorais e o espaço em que representantes de partidos e de órgãos fiscalizadores acompanham a apuração na noite da eleição.
O eleitor do Distrito Federal vota para presidente, governador, senador, deputado federal e deputado distrital. Os votos das seções do DF seguem o mesmo caminho descrito pelo secretário: boletim impresso na seção, transmissão criptografada e conferência antes da soma.
Quem quiser fiscalizar pode comparecer a uma seção após o fechamento e fotografar o boletim de urna afixado, além de conferir os dados divulgados pelo tribunal. Os partidos indicam representantes credenciados para acompanhar as etapas técnicas, incluindo os testes com as urnas antes do pleito.
O TSE tem detalhado o funcionamento do sistema em ações públicas ao longo do ano eleitoral. Uma delas trata da nova interface da urna eletrônica, com barra de progresso e recurso em Libras.
Os resultados são divulgados em tempo real no site do tribunal e em aplicativos oficiais à medida que os boletins são incorporados. A publicação por seção permite que qualquer pessoa compare o número exibido na tela com o boletim impresso e afixado no local de votação, procedimento que sustenta a auditoria feita por partidos e por entidades independentes.
O primeiro turno das eleições de 2026 está marcado para 4 de outubro. Onde houver segundo turno para presidente e governador, a votação ocorre em 25 de outubro.