DF tem 45 mil jovens de 10 a 14 anos sem a segunda dose da vacina contra a dengue
SES-DF: 123,9 mil tomaram a 1ª dose e 78,9 mil a 2ª. Veja onde completar o esquema e como está a dengue no DF, com sorotipo 3 em alta.
Pelo menos 45 mil crianças e adolescentes de 10 a 14 anos do Distrito Federal tomaram a primeira dose da vacina contra a dengue e não voltaram para a segunda, segundo balanço da Secretaria de Saúde (SES-DF) com dados até outubro. A rede pública aplicou 123,9 mil primeiras doses e 78,9 mil segundas nessa faixa etária, o que deixa mais de um terço do grupo com o esquema incompleto.
A conta é simples: 123,9 mil menos 78,9 mil dá 45 mil. A SES-DF afirma que a dose isolada não completa a proteção prevista no esquema, que tem duas aplicações. O intervalo entre elas é de três meses.
Onde tomar a segunda dose
O Distrito Federal tem mais de 130 salas de vacinação na rede pública com doses disponíveis. Segundo a SES-DF, o estoque tem validade até setembro de 2027,. A vacina usada protege contra os quatro sorotipos do vírus. O responsável deve levar o adolescente com documento de identificação e a caderneta de vacinação, para conferir a data da primeira dose.
Dengue em queda, mas com o sorotipo 3 em alta
O DF registrou 3.696 casos prováveis de dengue até 17 de outubro de 2026, contra 10.303 no mesmo período de 2025. A queda dos casos no DF não elimina a preocupação com a chegada das chuvas, quando o mosquito Aedes aegypti se reproduz com mais facilidade. Das 113 amostras analisadas neste ano, 72 identificaram o sorotipo 3, que ganhou espaço no DF nos últimos dois anos.
A diretora de Vigilância Epidemiológica, Juliane Malta, explicou que quem já teve dengue pode se infectar de novo por outro sorotipo, porque a imunidade adquirida não protege contra todos. Por isso a secretaria pede a segunda dose mesmo de quem já adoeceu. Se a infecção ocorreu depois da primeira dose, a orientação é manter a data prevista, desde que haja 30 dias entre a doença e a aplicação.
O balanço anterior da cobertura vacinal contra a dengue no DF traz a cobertura da campanha no início do ano. A secretaria também mantém armadilhas para o mosquito, controle de larvas e a liberação de mosquitos com a bactéria Wolbachia, que reduz a capacidade de transmitir o vírus. Em casa, o recomendado é eliminar recipientes com água parada, vistoriar quintais e jardins e manter reservatórios tampados.
A campanha segue restrita à faixa de 10 a 14 anos, indicada pelo Ministério da Saúde, e não há previsão de ampliação. A relação das salas de vacina está no site da SES-DF. Os números foram divulgados pela secretaria e reproduzidos pelo Jornal de Brasília, pela Agita Brasília e pela Agenda Capital.