Guará confirma 13º caso de mpox no DF em 2026; Brasil soma 633 confirmados
Paciente de 32 anos teve diagnóstico na segunda-feira (2); Ministério da Saúde lista sintomas e quando procurar atendimento
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Um morador do Guará, de 32 anos, teve mpox confirmada na segunda-feira (2) e se tornou o 13º caso da doença no Distrito Federal em 2026, segundo o Metrópoles. Até outubro, a Secretaria de Saúde (SES-DF) contabilizava 12 casos na capital.
No país, o painel do Ministério da Saúde registra 633 casos confirmados, 37 prováveis, 239 suspeitos e um óbito neste ano.
Como o caso do Guará começou
O paciente achou, de início, que estava com amigdalite. Teve febre alta, dor de garganta, dor de cabeça e dores leves pelo corpo. Alguns dias depois apareceram bolhas com pus na pele, o que levou à suspeita de mpox e ao exame.
"As lesões surgiram nas mãos, nos pés, nas costas, no peito, na cabeça e no rosto. Eram pequenas no início, coçavam levemente e depois aumentavam de tamanho, ficando cheias de um líquido semelhante a pus", relatou o paciente ao Metrópoles. Ele disse que tentou estourar as bolhas e só depois foi orientado a não fazer isso, porque a secreção pode transmitir o vírus.
O Distrito Federal tinha um único caso em janeiro. Em fevereiro, a SES-DF informou ter 80 doses da vacina contra a mpox, restritas a pessoas que vivem com HIV/aids com imunossupressão grave, profissionais de laboratório que manipulam o vírus e contatos diretos de casos suspeitos ou confirmados. Os dados de estoque são daquela data; a secretaria não divulgou número atualizado na reportagem.
O que diz o Ministério da Saúde sobre sintomas e transmissão
Segundo o ministério, a mpox é causada pelo vírus MPXV e passa principalmente pelo contato direto com lesões ou erupções na pele de quem está infectado, com secreções do corpo (pus, sangue das lesões, saliva) e com objetos contaminados, como roupas, toalhas, lençóis e utensílios. Também pode haver transmissão por contato próximo e prolongado com secreções respiratórias.
O período de incubação vai de 3 a 16 dias e pode chegar a 21. Os sinais incluem erupções na pele e ínguas, e as lesões podem aparecer no rosto, nas mãos, nos pés, na boca, nos genitais e no ânus. Elas evoluem de bolhas com líquido claro ou amarelado para crostas que secam e caem.
A pessoa transmite a doença desde o início dos sintomas até que todas as lesões cicatrizem e uma nova camada de pele se forme. A maioria dos casos melhora em duas a quatro semanas, com tratamento de suporte para aliviar os sintomas e prevenir complicações.
Quando procurar atendimento
- lesões na pele associadas a febre ou ínguas;
- contato próximo com caso suspeito ou confirmado;
- pertencer a grupo de maior risco: pessoas com HIV/aids, gestantes, transplantados, pacientes oncológicos, crianças e idosos.
O diagnóstico é feito por teste molecular, com coleta preferencialmente da secreção das lesões; se estiverem secas, crostas podem ser enviadas ao laboratório. Até a avaliação, o ministério orienta evitar contato próximo com outras pessoas. Quem estiver doente deve cumprir isolamento até o fim do período de transmissão, e profissionais de saúde e cuidadores usam luvas, máscara, avental e óculos de proteção.
A SES-DF não informou, na reportagem, em que regiões estão os demais 12 casos nem quantos seguem em investigação. Informações oficiais e a lista de unidades de saúde ficam no site da secretaria, e o painel nacional de casos está no portal do Ministério da Saúde.