Seguranca

PCDF e MPDFT miram fornecedores do Comboio do Cão em operação no DF

Operação Fornitori cumpriu mandados de prisão e busca em três estados contra o braço logístico e financeiro de facção que abastece o tráfico na capital.

A Polícia Civil do Distrito Federal e o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios deflagraram, em 18 de junho, a Operação Fornitori contra o grupo apontado como responsável por abastecer o tráfico de drogas na capital. A ação atingiu a facção Comboio do Cão em endereços do Distrito Federal, de Goiás e de Mato Grosso do Sul.

Cerca de 120 policiais participaram do cumprimento simultâneo dos mandados. Foram 15 ordens de prisão temporária e 20 mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça a partir das investigações conduzidas pela corporação com apoio da 4ª Promotoria de Justiça de Combate às Drogas.

O foco recaiu sobre o braço logístico e financeiro da organização. Segundo o MPDFT, a investigação mirou fornecedores encarregados de transportar e distribuir grandes cargas, além do núcleo responsável por ocultar e lavar os valores obtidos com a venda de entorpecentes.

As medidas patrimoniais acompanharam a fase ostensiva. A Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias de até R$ 1 milhão por investigado, o sequestro de sete imóveis avaliados em R$ 5 milhões e a apreensão de veículos no Distrito Federal, em Goiás, em Mato Grosso do Sul e em São Paulo.

Os alvos respondem por associação para o tráfico, organização criminosa e lavagem de dinheiro. As penas somadas para esses crimes podem ultrapassar duas décadas de reclusão, a depender da participação de cada um.

O nome da operação faz referência ao termo italiano para "fornecedores", numa alusão ao papel dos investigados dentro da cadeia do tráfico. A PCDF informou que o material apreendido nos endereços passa por perícia e que novas fases não estão descartadas.

Investigações sobre facções que atuam no atacado das drogas têm concentrado esforços das delegacias especializadas do DF ao longo de 2026. O modelo busca atingir a estrutura financeira dos grupos, e não apenas o varejo nas quadras.

Quem tiver informações sobre pontos de tráfico pode acionar a PCDF pelo Disque-Denúncia 197, com garantia de anonimato. O MPDFT também recebe denúncias pelos canais da Ouvidoria.

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