Brasil

Força Nacional do SUS ganha base no Rio para emergências climáticas

Terceira unidade do país responde a todo o Sudeste em até 12 horas; DF ainda não tem base

O Ministério da Saúde inaugurou nesta quarta-feira, 9, no Rio de Janeiro, a terceira base regional da Força Nacional do SUS, estrutura montada para responder a emergências de saúde causadas por desastres climáticos. A unidade atende toda a região Sudeste e passa a ser acionada por estados e municípios.

A base foi desenhada para alcançar qualquer ponto do Sudeste em até 12 horas. Segundo o ministério, a estrutura permanente multiplica em até 20 vezes a capacidade de pronta resposta da Força Nacional quando há um chamado.

"A base aumenta em até 20 vezes a capacidade de pronta resposta da Força Nacional do SUS quando acionada pelos estados e municípios", afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

O que a base tem

Cada unidade regional reúne veículos, posto médico avançado, comunicação via satélite, drones e equipamentos de apoio às equipes mobilizadas em áreas atingidas, incluindo locais remotos ou de difícil acesso. O modelo prevê profissionais alocados na base durante todo o ano, o que permite preparo e treinamento contínuos em vez de mobilização apenas no momento da emergência.

No Rio, o ministério informa que a resposta conta ainda com o apoio de três hospitais federais, o Cardoso Fontes, o Andaraí e o Bonsucesso, que somam 101 leitos de emergência.

Terceira base do país

Antes do Rio, a Força Nacional do SUS já tinha bases em operação em Porto Alegre e em Salvador. O ministério prevê mais seis unidades até o fim de 2026, cobrindo outras regiões.

A escolha das três primeiras acompanha o histórico recente de emergências climáticas: o Rio Grande do Sul enfrentou a enchente de 2024, e o Sudeste e o Nordeste concentram episódios de chuva extrema e de onda de calor com impacto sobre a rede de saúde.

O Distrito Federal não está entre as três bases já instaladas nem teve unidade anunciada até esta publicação. Isso não impede o acionamento: a Força Nacional do SUS é mobilizada a pedido de estados e municípios, e o DF pode solicitar apoio como qualquer outra unidade da federação.

Como o acionamento funciona

A Força Nacional do SUS é um programa de cooperação entre União, estados e municípios criado para reforçar a resposta a emergências em saúde pública. O gestor local identifica que a capacidade instalada não dá conta do evento e solicita o apoio, que pode incluir equipes assistenciais, estrutura de atendimento e logística.

O modelo de base regional muda a natureza do programa. Em vez de convocar profissionais e montar estrutura a cada crise, a estrutura fica pronta e distribuída pelo território, com tempo de deslocamento calculado por região.

O que muda para o brasiliense

O DF tem tido eventos climáticos que pressionam a rede: temporais com queda de árvore e alagamento no período chuvoso, e o inverso no período seco, com umidade relativa em níveis que elevam o atendimento por problemas respiratórios. São situações em que a capacidade de reforço rápido conta.

Com a base do Sudeste instalada, o tempo de resposta a um chamado do Centro-Oeste ainda depende de deslocamento de outra região. O que define o alcance real é onde ficarão as seis unidades previstas para os próximos meses, que o ministério ainda não anunciou.

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