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Saúde prorroga até 2027 a atuação de 676 médicos especialistas no SUS

Cerca de 500 dos profissionais são anestesiologistas; outros 451 especialistas estão em fase de apresentação nos serviços

O Ministério da Saúde prorrogou até fevereiro de 2027 a atuação de 676 médicos especialistas que já trabalham em unidades do SUS pelo Projeto Mais Médicos Especialistas, segundo extrato de adesão publicado no Diário Oficial da União. Outros 451 profissionais estão em fase de apresentação nos serviços de saúde.

Os prorrogados são, em sua maioria, anestesiologistas: cerca de 500 dos 676 atuam nessa especialidade, gargalo histórico das filas de cirurgia eletiva no país. Pelas regras do programa, os profissionais recebem até R$ 20 mil por 20 horas semanais de trabalho.

Segundo o ministério, 52% dos especialistas do projeto atuam em municípios do interior, longe das capitais que concentram a oferta de serviços de alta complexidade.

Adesão e desistência

O secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Felipe Proenço, disse que "menos de 10% dos participantes desistem de continuar no programa". O secretário adjunto da pasta, Jerzey Timóteo, atribuiu o desenho do projeto à falta de profissionais em estruturas já montadas: "Esse deslocamento ocorre porque, mesmo estando equipadas, algumas localidades não tinham profissionais capacitados".

Um novo edital do programa está previsto para dezembro de 2026. O ministério não divulgou a distribuição dos 676 profissionais por região nem a lista de unidades atendidas.

A prorrogação por termo aditivo evita a interrupção do atendimento enquanto o novo edital não sai. Sem ela, contratos vencidos deixariam vagas abertas em serviços que dependem de um único especialista em escala, e a recomposição só viria depois de nova seleção, com semanas ou meses de intervalo.

Por que o anestesista trava a fila

Sem anestesiologista não há cirurgia eletiva, por mais que o hospital tenha centro cirúrgico, leito e equipe. É por isso que a especialidade concentra a maior parte das vagas prorrogadas: em boa parte da rede pública, um único profissional em escala determina quantos procedimentos saem por dia.

O Mais Médicos Especialistas foi desenhado para levar médicos de especialidades escassas a serviços que já têm estrutura instalada, com contratos por prazo determinado e bolsa paga pela União. O modelo difere do Mais Médicos tradicional, criado pela Lei 12.871/2013 e voltado à atenção primária, à presença do generalista nas equipes de saúde da família e à ampliação de vagas de graduação e residência.

A diferença explica o desenho do contrato. Na atenção primária, o médico se fixa numa equipe e atende população adscrita. Na alta e média complexidade, o profissional é alocado onde há equipamento parado por falta de quem opere, e a permanência depende de a unidade manter a estrutura funcionando depois que o contrato acaba.

Os 52% de especialistas em municípios do interior citados pelo ministério mostram o alvo do programa. Fora das capitais, a concentração de cirurgia eletiva, exame de imagem e leito de retaguarda é menor, e a ausência de um único especialista costuma empurrar o paciente para a fila de regulação estadual.

  • Prorrogados: 676 médicos
  • Em apresentação: 451 novos especialistas
  • Validade: até fevereiro de 2027
  • Carga e valor: até R$ 20 mil por 20 horas semanais
  • Próximo edital: dezembro de 2026

No Distrito Federal, o programa já abriu vagas em edições anteriores. Leia também: Mais Médicos Especialistas tem 19 vagas no DF.

Com informações da Agência Brasil.

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