Novos tremores atingem Granada, na Espanha, e deixam três feridos
IGN registrou 432 abalos desde 14 de agosto; governo da Andaluzia mantém emergência e prédios públicos fechados
Três novos tremores atingiram Granada, no sul da Espanha, na terça-feira (18), e deixaram ao menos três pessoas com ferimentos leves, uma delas levada ao hospital. Os abalos vieram quatro dias depois do terremoto de magnitude 4,8 que assustou a região no dia 14 e levou o governo da Andaluzia a declarar situação de emergência.
Segundo o Instituto Geográfico Nacional (IGN) da Espanha, foram registrados 432 tremores na área desde a sexta-feira (14), com magnitudes que variaram de 3,9 a 4,8 na escala Richter. Os epicentros se concentram numa faixa entre 2 e 12 quilômetros ao sul da cidade de Granada, e os abalos foram sentidos em mais de 500 localidades.
O maior deles, de 4,8 graus, ocorreu em 14 de agosto às 23h04 no horário local, o equivalente a 18h04 em Brasília. Outro abalo de mesma magnitude foi registrado às 8h37 no horário local, 3h37 em Brasília. Entre os tremores de terça-feira, o mais forte teve magnitude 4,7, às 10h37 no horário local, com epicentro em Gójar, cidade a cerca de 10 quilômetros ao sul de Granada.
A sequência não é de um terremoto isolado seguido de réplicas menores. O IGN registrou uma série contínua de eventos de magnitude parecida, padrão conhecido como enxame sísmico, que costuma se estender por semanas e mantém a população em alerta mesmo sem um abalo principal de grande porte.
Emergência decretada e prédios públicos fechados
As autoridades regionais mantêm a situação de emergência. Repartições públicas consideradas não essenciais seguem fechadas por tempo indeterminado, incluindo museus e instalações esportivas. A medida vale enquanto engenheiros avaliam a estrutura dos prédios atingidos.
Os serviços de emergência receberam 229 pedidos de ajuda ou alertas à polícia, e os bombeiros atenderam 168 ocorrências, a maioria por rachaduras em paredes e queda de escombros. O vice-presidente do governo regional da Andaluzia, Antonio Sanz, informou que as três pessoas feridas na terça tiveram lesões leves.
A prefeita de Granada, Marifrán Carazo, pediu à população que mantenha a calma. O IGN informou que os danos e os efeitos produzidos pelos tremores seguem em revisão pela equipe da Rede Sísmica do instituto, o que pode alterar o balanço nos próximos dias.
Granada fica na região da Andaluzia, área com histórico de atividade sísmica ligada ao encontro das placas tectônicas africana e euroasiática. Tremores de magnitude entre 3 e 4 são frequentes ali, mas a sequência registrada desde 14 de agosto é considerada atípica pelo volume de eventos concentrados em poucos dias.
O que fazer durante um tremor
Os manuais de proteção civil para áreas de risco sísmico trazem as mesmas recomendações básicas:
- Durante o abalo, proteger a cabeça e o pescoço e permanecer longe de janelas, espelhos e móveis altos.
- Não usar elevador e evitar correr para a rua enquanto o tremor acontece, por causa do risco de queda de fachadas.
- Depois do abalo, checar se há vazamento de gás e rachaduras estruturais antes de voltar ao imóvel.
- Manter as linhas de emergência livres e acionar os serviços só em caso de risco real.
Brasileiros que estejam na região e precisem de assistência consular podem acionar a rede consular brasileira na Espanha. Não há registro divulgado de brasileiro ferido nos abalos. Leia também sobre o terremoto de magnitude 7,7 que atingiu a Indonésia.