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Terremoto de 7,2 no Peru danifica 122 casas e 12 escolas

Balanço da Defesa Civil peruana aponta ainda 12 unidades de saúde atingidas e três feridos; não há mortes

O terremoto de magnitude 7,2 que atingiu o sul do Peru na quinta-feira (20) danificou 122 casas, 12 estabelecimentos de saúde e 12 escolas, segundo o balanço atualizado do Instituto Nacional de Defesa Civil do Peru (Indeci) divulgado na sexta-feira (21). Três pessoas ficaram feridas, todas com contusões, e não há registro de mortes.

O tremor foi registrado às 13h no horário local, com epicentro a 35 quilômetros ao norte do distrito de Coracora, na província de Parinacochas, região de Ayacucho. A profundidade foi de 108 quilômetros, de acordo com o Instituto Geofísico do Peru (IGP), o que ajuda a explicar por que um abalo dessa intensidade não produziu destruição maior na superfície.

Há divergência entre os institutos sobre a força do tremor. O IGP, do Peru, registrou magnitude 7,2. O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) mediu 6,7, com epicentro a 38 quilômetros a noroeste de Upahuacho. Diferenças desse tipo são comuns nas primeiras horas, porque cada instituição usa uma rede de estações e um método de cálculo próprios.

O balanço mudou ao longo de dois dias

O primeiro levantamento oficial, ainda na quinta-feira, falava em três feridos e 22 residências atingidas. Na manhã de sexta, o chefe do Indeci, general Luis Vázquez, afirmava que havia oito casas com rachaduras em Puquio e nenhuma edificação em colapso. O número saltou para 122 casas quando as equipes concluíram parte da Avaliação de Danos e Análise de Necessidades, o procedimento que o país aplica depois de desastres.

Vázquez explicou que o levantamento demora mais a chegar às localidades distantes. O Indeci enviou dois grupos de intervenção rápida para a região, com base em Puquio, e destacou especialistas para Coracora com cobertores e equipamento de apoio.

Na primeira contagem, feita ainda com a poeira baixando, o governo peruano descartou risco de tsunami. A intensidade percebida em Coracora ficou entre III e IV na escala de Mercalli, nível em que o tremor é sentido com clareza por quem está dentro de casa. O abalo também foi percebido em Lima.

Réplicas e alerta que segue

Foram registradas réplicas de magnitude 4,2 e 4,0 na zona atingida. O Indeci mantém monitoramento nas áreas próximas ao epicentro e segue avaliando danos em zonas rurais de acesso difícil, onde a comunicação é mais lenta.

  • Magnitude: 7,2 pelo IGP do Peru; 6,7 pelo USGS
  • Profundidade: 108 quilômetros
  • Epicentro: 35 km ao norte de Coracora, em Ayacucho
  • Danos: 122 casas, 12 unidades de saúde e 12 escolas
  • Feridos: 3, com contusões
  • Mortes: nenhuma registrada

As autoridades peruanas orientaram a população a manter a calma, identificar as áreas seguras dentro das residências e deixar preparadas as mochilas de emergência, item padrão da política de prevenção do país.

O Peru está sobre o Cinturão de Fogo do Pacífico, região onde a placa de Nazca mergulha sob a placa Sul-Americana. É a mesma dinâmica que produz a atividade sísmica no Chile, no Equador e na Colômbia, país que registrou em agosto um terremoto de magnitude 7,4 com centenas de mortos e que recebeu doação de arroz enviada pelo governo brasileiro.

O Indeci não fixou prazo para encerrar a avaliação de danos. Enquanto o levantamento continua, os números de casas e de equipamentos públicos atingidos podem subir.

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