Celina Leão garante terreno para sede da Defensoria e acompanha força-tarefa em Planaltina
Celina Leão confirma doação de lote para sede da Defensoria Pública do DF e acompanha força-tarefa que atende famílias atingidas pelo temporal em Planaltina.
Neste texto3 tópicos
A governadora Celina Leão (PP) confirmou em 17 de setembro a doação de um lote no centro de Brasília, perto do Palácio do Buriti, para a construção da sede própria da Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF). No mesmo dia, ela acompanhou de perto as ações da força-tarefa montada pelo governo para socorrer famílias atingidas pelo temporal que castigou Planaltina na noite de 16 de setembro.
O termo de doação do terreno foi assinado em 16 de setembro pelo secretário de Projetos Especiais, Valdivino de Oliveira. Em evento com defensores públicos, Celina disse que o Executivo vai buscar apoio de parlamentares para garantir recursos da obra e afirmou que o início da construção está previsto para 2027. Nenhum valor de investimento foi divulgado pelo governo até a publicação desta reportagem.
O que muda para quem usa a Defensoria
Hoje a DPDF funciona em prédios alugados e núcleos espalhados pelas regiões administrativas, estrutura que a instituição considera insuficiente diante da demanda. A governadora também afirmou que o governo vai garantir orçamento para novas nomeações de defensores públicos, item que a própria Defensoria cobra do GDF há anos por falta de efetivo nos núcleos de atendimento.
- Data do anúncio: 17 de setembro de 2026
- Assinatura da doação do lote: 16 de setembro de 2026
- Localização do terreno: região central de Brasília, próximo ao Palácio do Buriti
- Início previsto da obra: 2027
- Responsável pela assinatura: secretário de Projetos Especiais, Valdivino de Oliveira
Nós queremos uma Defensoria forte, governamental de verdade. E foi por isso que ontem o Valdivino assinou a doação do lote, disse a governadora Celina Leão.
Força-tarefa em Planaltina depois do temporal
Na mesma agenda, Celina Leão sobrevoou e visitou áreas atingidas pelo temporal de 16 de setembro, que castigou Planaltina, Arapoanga e Vale do Amanhecer com granizo e ventos fortes. A chuva derrubou árvores e postes, destelhou casas e deixou moradores sem energia elétrica.
O governo montou um centro de operações no Arapoanga para coordenar o atendimento aos moradores. A força-tarefa reúne Defesa Civil do DF, Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF), Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso (Funap), Novacap e o Corpo de Bombeiros Militar do DF (CBMDF).
O foco das equipes é o assentamento Terra Nova e outros dois pontos mapeados como mais vulneráveis, onde pelo menos seis famílias ficaram desalojadas. As ações incluem restabelecimento de energia, remoção de entulho e árvores caídas, reparo de telhados e distribuição de telhas para famílias que perderam parte da cobertura das casas. A governadora destacou que não houve vítimas fatais no episódio.
Por que isso importa para quem mora no DF
A nova sede da Defensoria afeta diretamente quem depende do serviço gratuito para causas de família, cível, criminal e violência doméstica, hoje disperso em imóveis alugados. Já a força-tarefa em Planaltina expõe a vulnerabilidade de assentamentos como o Terra Nova a temporais, cada vez mais frequentes no período de transição entre seca e chuvas no DF, tema que já levou a Defesa Civil a reforçar orientações sobre chuvas intensas dias depois do temporal.
A Defensoria Pública do DF e a Secretaria de Comunicação do GDF não divulgaram, até a publicação desta reportagem, o valor estimado da obra da nova sede nem um cronograma detalhado além do início previsto para 2027.
A Defensoria Pública do DF também cobra reforço de orçamento na Câmara Legislativa: em agosto, deputados distritais discutiram a fixação de um percentual mínimo de receita do DF destinado à instituição, hoje abaixo do teto de 1% previsto na legislação. A nova sede e a promessa de mais nomeações entram nesse mesmo debate sobre a estrutura da Defensoria para atender a demanda crescente de regiões como Planaltina, Ceilândia e Samambaia.