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Clube do Servidor vira Senado Cultural em dezembro: veja a história

Complexo de 80 mil m² às margens do Lago Paranoá estava depredado e passa por reforma

Neste texto4 tópicos
  1. Como nasceu o Clube do Servidor?
  2. Por que o espaço ficou fechado?
  3. O que a obra está recuperando?
  4. O que o visitante vai encontrar?

O antigo Clube do Servidor, área de 80 mil metros quadrados às margens do Lago Paranoá, está em reforma para virar o Senado Cultural. A inauguração está prevista para dezembro, segundo a Agência Senado.

Como nasceu o Clube do Servidor?

O projeto começou em 1973, desenhado pelo engenheiro civil e arquiteto Armando Favato. A ideia inicial era abrigar o clube da associação dos servidores do Ministério da Educação e Cultura. Em 1974, o presidente Ernesto Geisel ampliou o objetivo para atender todos os servidores públicos da capital.

A marca do prédio principal é a fachada de colunas brancas em elipse. Favato deixou a obra antes do fim, depois de discordar da troca de uma rampa por uma escadaria no acesso à área de espetáculos. O complexo abriu em 1976, como Clube do Servidor Civil, com salões, piscinas e quadras. Nos anos 1980, os salões receberam shows de Marina Lima, Alceu Valença e Legião Urbana.

Por que o espaço ficou fechado?

Nos anos 1990, o uso foi encolhendo, em meio a trocas de gestão, até o fechamento ao público em 1997. Em 2009, a administração passou à Advocacia-Geral da União (AGU) e ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em parceria com o Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário (Sindjus). O plano era instalar ali a escola da AGU e um clube para servidores do Judiciário.

Naquele ano, o local recebeu por três meses a Casa Cor Brasília. Também serviu de cenário para o filme Insolação, de Daniela Thomas e Felipe Hirsch. Em 2018, um convênio entre Senado, Supremo Tribunal Federal (STF) e Secretaria do Patrimônio da União destinou o espaço ao futuro Centro Cultural dos Poderes da União. Depois, o complexo passou a ser exclusivo do Senado.

O que a obra está recuperando?

O coordenador de Projetos e Obras de Infraestrutura do Senado, Luan Ozelim, descreve um espaço depredado: forros caídos, vidros quebrados, telhas retiradas e postes derrubados. Os cabos elétricos tinham sido arrancados das paredes de gesso, e louças e equipamentos sanitários haviam sumido. Foi preciso um trabalho amplo de recuperação e limpeza antes de adaptar os prédios.

  • Reservatório de água: recuperado e mantido, com reforço estrutural, por causa da presença arquitetônica marcante.
  • Espelhos d'água: a equipe achou dois, enterrados. Um deles deve estar pronto na inauguração.
  • Fachadas: as elipses do prédio principal ficam como estão. O mármore branco das outras fachadas e o mármore rosa do piso das varandas estão sendo recuperados.
  • Salão de baile: vira salão de exposições, com climatização, cobertura com tratamento térmico e acústico, forro acústico e sistemas de detecção e combate a incêndio.
  • Paisagismo: playground, anfiteatro, área de piquenique e quadras esportivas, em paralelo às etapas da obra.

O que o visitante vai encontrar?

O salão de exposições abrigará três mostras rotativas. A primeira, que abre junto com o prédio, se chama “Senado em Movimento: 200 anos de história”. A assessora técnica Vanessa Bhering diz que a equipe conhece o apreço da população pelo prédio e por isso nunca cogitou mexer nas elipses da fachada.

A primeira etapa da obra deve terminar em dezembro, antes da inauguração. O Senado ainda não divulgou data, horário de funcionamento nem regras de acesso do público. Quando esses dados saírem, o DistritoNews publica o serviço completo.

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