PGDF pede suspensão de liminar que tirou 90 ônibus da Marechal de circulação
A PGDF recorreu da liminar que retirou 90 ônibus da Marechal de circulação. Semob usa 33 veículos reserva e mais 20 de outras empresas. Veja as regiões.
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A Procuradoria-Geral do Distrito Federal (PGDF) pediu à Justiça a suspensão da liminar que retirou de circulação 90 ônibus da Auto Viação Marechal. Os veículos, da marca Volvo, pararam de rodar na quarta-feira (28/10) por determinação judicial expedida em Curitiba (PR), no âmbito de uma disputa financeira entre a empresa e a Volvo Financial Services.
As informações são do Metrópoles. A medida é a mais recente de uma série de cobranças ao governo e à empresa, que o DistritoNews acompanha desde o primeiro dia, incluindo o prazo de 10 dias dado pela Câmara Legislativa à Secretaria de Transporte e Mobilidade.
O argumento da procuradoria
Segundo a PGDF, a retirada dos ônibus precisa ser desfeita para manter o transporte público funcionando para os passageiros. O órgão também defende que os coletivos sejam usados exclusivamente no Sistema de Transporte Público Coletivo do DF (STPC/DF).
Os 90 veículos integram a bacia operacional da Marechal que atende regiões como Guará, Ceilândia, P Sul e Taguatinga, e fazem parte de uma frota de 530 coletivos da empresa.
Como o sistema foi ajustado
Em nota, a Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob-DF) informou que acompanha a situação e orientou a Marechal a fazer ajustes operacionais, entre eles o uso dos 33 veículos da frota reserva. A pasta também remanejou ônibus de outras concessionárias:
- a Piracicabana reforçou a operação no Guará;
- a Urbi, em Samambaia e Taguatinga Sul;
- a BSBBus, em Ceilândia e Taguatinga.
No total, foram disponibilizados mais 20 veículos. O monitoramento da Semob, segundo a nota, não identificou acúmulo de passageiros nos terminais entre quarta e quinta-feira (29/10).
O que dizem a Marechal e a Volvo
A Marechal afirmou ter sido surpreendida pela medida, já que mantém negociação em andamento com a Volvo para resolver as pendências. Segundo a empresa, todas as providências necessárias foram adotadas para garantir a continuidade do transporte à população.
A Volvo Financial Services diz que a retirada ocorreu por "inadimplência de contrato financeiro" e que houve inúmeras tentativas de negociação nos últimos seis meses. Em nota, a financeira declarou que a retomada dos veículos "pauta-se pelo estrito cumprimento dos termos do contrato" e que busca alternativas para um acordo que permita o retorno imediato dos ônibus à operação regular.
Ainda não há decisão sobre o pedido da PGDF. Enquanto a Justiça não se manifesta, a frota reserva e os veículos remanejados seguem cobrindo as linhas das regiões afetadas.