Economia

Dívida bruta sobe a 82,93% do PIB em setembro e líquida chega a 69,98%, aponta o BC

Indicadores estão no nível mais alto dos últimos dois anos; dólar fechou a R$ 5,387 na quinta

Neste texto3 tópicos
  1. Quanto a dívida subiu em 2026?
  2. O que isso tem a ver com o dólar e a bolsa?
  3. Onde acompanhar o desdobramento?

A dívida bruta do governo geral chegou a 82,93% do PIB em setembro, o nível mais alto dos últimos dois anos nas séries do Banco Central, e a dívida líquida do setor público subiu a 69,98%. Na quinta-feira (29), o dólar fechou a R$ 5,387 e o Ibovespa caiu abaixo de 170 mil pontos.

Os números vêm das séries 13762 (bruta) e 4513 (líquida) do Sistema Gerenciador de Séries Temporais do Banco Central. A Agência Brasil citou a dívida bruta em 82,9% e a líquida em 70% do PIB ao relatar o fechamento do mercado de quinta.

Quanto a dívida subiu em 2026?

MêsDívida bruta (% do PIB)Dívida líquida (% do PIB)
Setembro de 202577,8464,57
Dezembro de 202578,6465,24
Março de 202679,8866,67
Junho de 202681,9568,49
Agosto de 202682,8769,27
Setembro de 202682,9369,98

Desde dezembro, a dívida bruta avançou 4,29 pontos percentuais e a líquida, 4,74. Em doze meses, as altas são de 5,09 e 5,41 pontos. A variação de agosto para setembro foi pequena na bruta (0,06 ponto) e maior na líquida (0,71 ponto).

O que isso tem a ver com o dólar e a bolsa?

Na quinta, o dólar subiu 0,76% e o Ibovespa caiu 1,06%, para 169.186 pontos, a quarta queda seguida. Segundo a Agência Brasil, o mercado reagiu ao avanço da moeda americana sobre divisas emergentes, a dados da economia dos Estados Unidos e às incertezas sobre a política fiscal e a equipe econômica do próximo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A dívida bruta em 82,9% do PIB aparece na reportagem entre os fatores de atenção fiscal.

Do lado externo, o PIB dos Estados Unidos cresceu 3,4% no terceiro trimestre, acima dos 3,2% projetados por economistas consultados pela Reuters, e o dólar ganhou força frente ao peso mexicano, ao peso chileno, ao rand sul-africano e ao real. No ano, a moeda americana ainda acumula queda de 1,85% frente ao real, segundo a Agência Brasil.

A relação entre dívida e PIB é o indicador que o mercado usa para medir se o endividamento cresce mais rápido que a economia. A bruta soma as dívidas do governo federal, dos estados e dos municípios. A líquida desconta os ativos do setor público, como as reservas internacionais.

Onde acompanhar o desdobramento?

Os dados de dívida saem nas estatísticas fiscais mensais do Banco Central. A leitura de juros fica com o Copom: o DN registrou a decisão de 16 de setembro, e o comportamento do câmbio após a eleição está na matéria sobre a segunda-feira de forte oscilação na bolsa.