Focus: inflação sobe para 4,71% e Selic deve cair a 12,5% no fim do ano
Expectativa de IPCA acima do teto da meta pelo quinto boletim consecutivo
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O mercado financeiro elevou de 4,36% para 4,71% a previsão de inflação para 2026, segundo o boletim Focus divulgado pelo Banco Central na segunda-feira (13). Foi a quinta alta semanal seguida da estimativa para o IPCA, que agora passa do teto da meta, de acordo com a Agência Brasil.
A meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o índice pode ficar entre 1,5% e 4,5% sem que a meta seja descumprida.
Selic deve cair a 12,5%
A taxa básica de juros está em 14,75% ao ano, depois do corte de 0,25 ponto percentual na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). Pela mediana das estimativas, a Selic deve terminar 2026 em 12,5%, projeção mantida pela terceira semana, e 2027 em 10,5%, segundo a InfoMoney.
A próxima reunião do Copom está marcada para 28 de abril, informou a Forbes Brasil.
O que pressiona os preços
A revisão ocorre em meio às tensões provocadas pela guerra no Oriente Médio, que afetam os preços de transportes e alimentação. O IPCA de março subiu 0,88%, acima do 0,7% de fevereiro, e o acumulado em 12 meses chegou a 4,14%.
Para os anos seguintes, o mercado projeta:
- 2027: 3,91%, na terceira alta seguida;
- 2028: 3,6%;
- 2029: 3,5%.
PIB e câmbio
A estimativa de crescimento do PIB em 2026 ficou em 1,85%, sem mudança pela segunda semana. Para 2027, a projeção é de 1,8%, e para 2028 e 2029, de 2%. Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, o menor avanço em cinco anos, segundo o IBGE.
Para o dólar, a previsão de fim de ano recuou para R$ 5,37. Veja mais sobre juros e inflação na editoria de Economia.