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Distritais cobram a Neoenergia por créditos de energia solar que sumiram

João Cardoso afirma que 2 mil empresas do setor solar enfrentam erro de conta e demora na ligação de usinas; sessão também tratou de enfermeiros e de escola em Taguatinga

A sessão plenária da Câmara Legislativa do Distrito Federal desta terça-feira (15) concentrou-se em três frentes de reclamação: os erros de faturamento e a demora da Neoenergia no atendimento a quem gera energia solar, o impasse na convenção coletiva dos enfermeiros da rede privada e a possível transferência de alunos com deficiência de uma escola de Taguatinga.

O distrital João Cardoso (PL) abriu o bloco de críticas à distribuidora. Segundo ele, cerca de 2 mil empresas que produzem energia solar no Distrito Federal enfrentam problemas com a concessionária, que vão da demora na ligação das usinas a quedas de energia e a erros nas contas de luz.

Os créditos de energia gerados desapareceram e a empresa não resolve a questão.

Cardoso citou levantamento da Associação Brasiliense de Energia Solar que mapeou 504 casos com problemas, afetando mais de 3 mil consumidores. Para o parlamentar, o número está longe de encerrar a conta.

Muitos não sabem ainda dos erros na conta. Esta lista é preliminar e é a ponta de um iceberg que ainda vai aparecer.

Wellington Luiz e Dayse Amarílio reforçam a cobrança

O distrital Wellington Luiz (MDB) reforçou as críticas e defendeu que a Câmara Legislativa aja sobre o caso. Dayse Amarílio (PSB) afirmou que a situação é insustentável e que o número de denúncias contra a distribuidora aumenta todos os dias.

O sistema de compensação da geração distribuída funciona assim: o que a usina do consumidor injeta na rede além do consumo vira crédito, abatido em faturas seguintes. Quando o crédito some do faturamento, o consumidor que investiu em painéis paga a conta cheia e perde o retorno que justificou o investimento.

As críticas foram feitas no espaço destinado às comunicações parlamentares, quando os distritais usam a tribuna para levar ao plenário demandas recebidas nas regiões administrativas. Nenhum projeto sobre os três temas foi votado na sessão.

Enfermeiros e escola de Taguatinga

Jorge Vianna (Democrata) criticou os hospitais privados pela demora na assinatura da convenção coletiva dos enfermeiros. Segundo o parlamentar, o sindicato patronal pretende incluir hora extra, insalubridade e adicional noturno dentro do salário-mínimo da categoria, prática que na prática reduz o ganho real de quem faz plantão e trabalha à noite.

A convenção coletiva é o instrumento que fixa piso, adicionais e jornada de uma categoria por acordo entre sindicato de trabalhadores e sindicato patronal. Enquanto não é assinada, vale a regra anterior, e o reajuste combinado só chega ao contracheque depois da homologação.

Eduardo Pedrosa (União) manifestou preocupação com a possível transferência de alunos com deficiência do Centro de Ensino 6 de Taguatinga para outra unidade. Mudança de escola em educação especial costuma custar caro ao estudante, porque rompe vínculo com professor, monitor e rotina construída ao longo do ano letivo.

Não houve manifestação da Neoenergia, do sindicato dos hospitais privados ou da Secretaria de Educação na sessão nem na divulgação oficial da Câmara Legislativa sobre o debate.

A Neoenergia é a concessionária de distribuição de energia do Distrito Federal e tem sido alvo recorrente de cobranças no plenário. Em agosto, a empresa colocou em operação a subestação do Guará II, obra de R$ 32 milhões que atende 180 mil pessoas, conforme o DistritoNews noticiou.

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