Política

Forças Armadas mobilizam 25 mil militares no 2º turno; Distrito Federal não está na lista

Defesa detalha 306 municípios com garantia da votação e 39 com apoio logístico; coordenação nacional fica em Brasília

Neste texto3 tópicos
  1. Onde os militares atuam
  2. Quem coordena a operação a partir de Brasília
  3. E no Distrito Federal?

As Forças Armadas vão mobilizar cerca de 25 mil militares no segundo turno das eleições, neste domingo, 25, em 345 municípios de 14 estados. O Distrito Federal não está na lista de nenhuma das duas frentes, mas é de Brasília que sai a coordenação nacional. Os números constam de nota do Ministério da Defesa, divulgada na quinta-feira, 22, e atualizada nesta sexta, 23.

O emprego militar foi autorizado pelo Decreto nº 13.073, de 21 de julho de 2026, e só ocorre a pedido da Justiça Eleitoral. Segundo a Defesa, o objetivo é "contribuir para a preservação da ordem pública, a normalidade dos trabalhos eleitorais e o livre exercício do voto".

Helicóptero da Força Aérea Brasileira pousado em campo aberto enquanto militares descarregam caixas e eleitores esperam ao lado
Helicóptero da FAB em apoio logístico à Justiça Eleitoral, em imagem divulgada pela Defesa para o segundo turnoFoto: Força Aérea Brasileira/Ministério da Defesa

Onde os militares atuam

A Garantia da Votação e da Apuração (GVA) será feita em 306 municípios de 11 estados. O apoio logístico, em 39 municípios de oito estados, concentra-se em áreas de difícil acesso. A nota traz a contagem por estado, não a lista nominal de municípios.

EstadoMunicípios com GVA
Piauí81
Ceará46
Pará38
Amazonas34
Mato Grosso30
Maranhão21
Acre20
Rio de Janeiro15
Alagoas8
Rio Grande do Norte7
Tocantins6

No apoio logístico aparecem Amazonas (16 municípios), Acre e Roraima (5 cada), Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro (4 cada), Maranhão e Mato Grosso (2 cada) e Amapá (1). Nesses locais, o trabalho é transportar urnas eletrônicas, equipamentos, materiais e equipes da Justiça Eleitoral, com aeronaves, helicópteros, embarcações e viaturas militares. A atuação alcança comunidades rurais, localidades ribeirinhas e terras indígenas.

Quem coordena a operação a partir de Brasília

O Centro de Operações Conjuntas (COC), em Brasília, acompanha e coordena as atividades das três Forças em articulação com os Comandos Conjuntos ativados para a eleição. São seis: Amazônia, Amazônia Oriental, Nordeste, Planalto, Oeste e Leste. O Comando de Operações Aeroespaciais (Comae) responde pelos meios aéreos.

O fluxo começa nos tribunais eleitorais. Os Tribunais Regionais Eleitorais apresentam os pedidos de apoio, e, depois da autorização presidencial, detalham as atividades com os comandos militares de cada área. A Defesa informa que as requisições podem ocorrer até a véspera da votação, então o quadro pode mudar antes da votação.

A Agência Brasil, que também publicou o balanço, registra que a atuação inclui militares da Marinha, do Exército e da Aeronáutica e ocorre de forma integrada com a Justiça Eleitoral e com órgãos de segurança pública.

E no Distrito Federal?

No DF, o dia da votação tem plano próprio. A atuação integrada de MPDFT, PMDF e TRE-DF prevê o bloqueio da Esplanada a partir de sábado, 24. O MPDFT acompanhou ainda a lacração de 6.969 urnas no DF, como o DistritoNews detalhou.

As seções eleitorais abrem às 8h e fecham às 17h. No DF, além de presidente, o eleitor escolhe o governador na disputa entre Celina Leão (PP) e Leandro Grass (PT). O balanço completo da operação militar está na página do Ministério da Defesa.