Política

Após a eleição, líderes da Câmara falam em governabilidade e oposição propositiva

PT busca composição com a direita; PL do DF cobra oposição responsável e discute a reeleição de Hugo Motta

Neste texto3 tópicos
  1. O que diz o governo
  2. O que diz a oposição
  3. Próximos passos

Líderes de partidos na Câmara dos Deputados defenderam nesta quarta-feira, 28, que o foco passe à governabilidade depois da eleição presidencial. Governistas procuram composição com outras legendas, e oposicionistas falam em uma atuação "propositiva", segundo a Agência Câmara.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito no segundo turno, no domingo, 25, com mais de 4,4 milhões de votos de vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), conforme a Agência Brasil.

O que diz o governo

O vice-líder do PT, Airton Faleiro (PT-PA), afirmou que a vitória dá mais peso às negociações e que Lula "tem a seu favor a capacidade de ser um grande negociador". O vice-líder do governo, Bohn Gass (PT-RS), disse que o diálogo inclui deputados de direita. Ele separou esse grupo da "extrema-direita", a quem atribuiu um movimento próprio.

Gass apontou a proposta de emenda constitucional sobre segurança pública como possível ponto de consenso. O texto busca dar ao governo federal papel de coordenação dos esforços de estados e municípios. O texto já foi aprovado pela Câmara e depende do Senado, como mostra a cobertura do DistritoNews sobre o relatório no Senado.

O que diz a oposição

O vice-líder do PL, Alberto Fraga (PL-DF), lembrou que a PEC da Segurança foi aprovada pelos deputados, mas pode receber a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos. Nesse caso, o texto teria de voltar à Câmara. O tema da idade penal também já foi tratado pelo DN, na matéria sobre a PEC 32 na CCJ da Câmara.

Fraga defendeu uma oposição "responsável" e disse apoiar, a título pessoal, a reeleição do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), posição também defendida pelo governo. O PL ainda vai discutir o tema, segundo ele.

O deputado também cobrou dos aliados de campanha que não migrem para a base governista: "A gente sabe que o PT não tem esses votos todos para poder governar sozinho. Precisa de coalizão", afirmou, ao dizer esperar que os parlamentares que se diziam contra a esquerda "não se vendam" por ministérios ou cargos.

Kim Kataguiri (Missão-SP), único deputado do partido Missão, escreveu nas redes que "não adianta fazer oposição por oposição". Para ele, o governo terá de fazer ajuste fiscal no ano que vem e o momento é de construir.

Próximos passos

Ficam em aberto a posição do PL sobre a reeleição de Motta à presidência da Câmara e o destino da PEC da Segurança, caso a maioridade penal seja anexada ao texto. A nota da Agência Câmara não cita votação marcada para nenhum dos dois.

Fonte: Agência Câmara, 28/10/2026.