Política

Moraes autoriza Flávio Bolsonaro a voltar a visitar o pai, com veto ao uso eleitoral

Suspensão de 90 dias, imposta em julho após carta divulgada nas redes, não foi prorrogada

Neste texto3 tópicos
  1. Por que as visitas estavam suspensas?
  2. O que mudou desde o pedido da defesa
  3. O que continua valendo

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta segunda-feira (12) o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato ao segundo turno da disputa presidencial, a voltar a visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre em prisão domiciliar, em Brasília, a pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado. As visitas do filho estavam suspensas desde julho.

Segundo a Agência Brasil e o Jornal de Brasília, Moraes determinou que os encontros sigam os mesmos horários, condições e protocolos de segurança já fixados antes da suspensão. A decisão também mantém um limite: "fica vedada a finalidade político-eleitoral e a divulgação de quaisquer manifestos ou declarações, inclusive por terceiros, independentemente do meio utilizado".

Por que as visitas estavam suspensas?

A restrição vinha de julho, quando Flávio publicou nas redes sociais uma carta escrita à mão pelo pai em apoio à sua candidatura à Presidência. Para Moraes, a divulgação descumpriu a medida cautelar que proíbe Jair Bolsonaro de usar redes sociais, mesmo por intermédio de terceiros. O ministro vetou então as visitas de Flávio por 90 dias, como o DistritoNews registrou na ocasião.

Na decisão desta segunda, de acordo com a Agência Brasil, Moraes afirmou que não houve novo episódio capaz de justificar a prorrogação da suspensão. O prazo de 90 dias terminou em 11 de outubro.

O que mudou desde o pedido da defesa

A defesa de Jair Bolsonaro havia pedido, em 5 de outubro, a retomada das visitas ou, ao menos, um encontro de caráter exclusivamente familiar. A Procuradoria-Geral da República se manifestou favorável ao pedido, conforme noticiou o jornal O Liberal em 6 de outubro. A pasta já havia dito que não identificou fatos recentes que indicassem descumprimento das regras. Bolsonaro também recorreu ao STF para voltar a receber o filho.

A autorização não altera a proibição que pesa sobre Jair Bolsonaro desde julho de receber visitas com finalidade político-eleitoral até o fim das eleições de 2026.

O que continua valendo

  • Mesmos horários e protocolos de segurança definidos em decisões anteriores.
  • Vedação a qualquer uso político ou eleitoral dos encontros.
  • Proibição de divulgar manifestos ou declarações do ex-presidente, inclusive por terceiros e em qualquer meio.
  • Jair Bolsonaro segue proibido de usar redes sociais, diretamente ou por terceiros.

A reportagem não localizou, até a publicação, manifestação da campanha de Flávio ou da defesa do ex-presidente sobre a decisão desta segunda.

O segundo turno da eleição presidencial opõe Flávio Bolsonaro ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Fontes: Agência Brasil e Jornal de Brasília.

0 visualizações