Saúde

SES-DF abre pregões de R$ 16 milhões para sensores de glicose e medicamentos

Avisos no DODF de 26 de outubro cobrem 24 mil sensores e 11 itens de remédios para epilepsia e saúde mental; propostas abrem em 9 de novembro

Neste texto3 tópicos
  1. Sensores de glicose: pregão 197/2026 é reabertura
  2. Medicamentos: pregão 247/2026
  3. Prazos e onde acompanhar

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) abriu dois pregões que somam cerca de R$ 16,2 milhões: R$ 9,1 milhões para sensores de monitoramento contínuo de glicose e R$ 7,1 milhões para onze itens de medicamentos padronizados. Os avisos saíram no Diário Oficial do DF desta segunda-feira, 26, e as propostas começam a ser abertas em 9 de novembro.

Os dois certames usam o sistema de registro de preços. Nele, a secretaria fixa o preço e a quantidade máxima e compra aos poucos, conforme a demanda, sem obrigação de adquirir tudo.

Sensores de glicose: pregão 197/2026 é reabertura

O Pregão Eletrônico 197/2026 aparece no DODF como “aviso de reabertura”, ou seja, a disputa já tinha sido aberta antes. A estimativa é de R$ 9.100.861,95 para um lote com dois itens e um item avulso, todos em ampla concorrência. O detalhamento está no PNCP:

  • 24.491 unidades do item 1, cadastrado como reagente para diagnóstico clínico de glicose, a R$ 365,92 de referência cada, o que soma R$ 8,96 milhões;
  • 433 monitores portáteis de líquido intersticial, a R$ 317,95 cada, R$ 137,7 mil no total;
  • 11.856 agulhas hipodérmicas de aço, sem valor estimado no cadastro.

O item 1 concentra 98,5% do valor do pregão. O aviso descreve o objeto como “sensor de monitoramento contínuo de glicose intersticial”; no PNCP, o item 1 está cadastrado com a descrição de reagente para diagnóstico.

Medicamentos: pregão 247/2026

O Pregão 247/2026 reúne 11 itens, com 25% das quantidades reservados a microempresas e empresas de pequeno porte, e estimativa de R$ 7.147.575,02, de acordo com o PNCP. A lista inclui medicamentos de uso contínuo em epilepsia e em saúde mental:

MedicamentoQuantidadePreço de referência
Carbamazepina 20 mg/mL, suspensão oral39.017 frascosR$ 6,70
Clonazepam 2 mg, comprimido2.630.587R$ 0,05
Fenobarbital 100 mg, comprimido2.095.179R$ 0,168
Fenobarbital 40 mg/mL, gotas22.379 frascosR$ 4,5167
Fluoxetina 20 mg, comprimido18.965.126 (cota ME/EPP inclusa)R$ 0,055
Levomepromazina 100 mg, comprimido1.590.182 (cota ME/EPP inclusa)R$ 0,6595
Ácido valpróico 500 mg, comprimido6.539.626 (cota ME/EPP inclusa)R$ 0,6033
Ácido valpróico 50 mg/mL, xarope50.454 frascosR$ 5,2404

O ácido valpróico em comprimido é o maior gasto da lista: as duas linhas do item somam cerca de R$ 3,9 milhões, mais da metade do pregão. A fluoxetina tem o maior volume, com quase 19 milhões de comprimidos, mas custa R$ 0,055 a unidade.

Prazos e onde acompanhar

O DODF informa que o cadastro de propostas começou em 26 de outubro e que a abertura está marcada para 9 de novembro, às 8h30, no Compras.gov.br. O PNCP registra o fim do recebimento de propostas em 10 de novembro, às 8h30; vale conferir a data no edital antes de participar. O GDF vem ampliando a rede de saúde mental, como mostra a reportagem sobre os 200 psicólogos do SUS-DF. O DistritoNews também tratou do debate sobre tecnologias do SUS para o pé diabético.