PCDF prende em Ceilândia "Diamantão", suspeito de comandar torturas do Comboio do Cão em São Sebastião
A PCDF prendeu em Ceilândia o suspeito apontado como autor de torturas do Comboio do Cão em São Sebastião. Dois investigados seguem foragidos.
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A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu na segunda-feira, 26, em Ceilândia, Vitor Rodrigues de Souza, o "Diamantão", suspeito de integrar o Comboio do Cão (CDC) e de impor torturas e "sentenças" de morte na região do Capão Comprido, em São Sebastião. A corporação apura uma sequência de sete crimes violentos, entre 24 de setembro e 14 de outubro, e dois outros investigados continuam foragidos.
Agentes da 30ª Delegacia de Polícia (São Sebastião) localizaram o suspeito com apoio da Divisão de Operações Aéreas (DOA). Segundo a PCDF, ele tentou fugir pelos telhados das casas vizinhas, mas foi alcançado. Os dados constam de reportagens do Jornal de Brasília e do Metrópoles, ambas com base em informações da polícia. Vitor é suspeito até eventual condenação, e as reportagens não registram manifestação de defesa.
Os sete crimes que a PCDF liga ao grupo
A lista começa em 24 de setembro, com a morte a tiros de uma mulher de 30 anos. A suspeita é que o motivo tenha sido o sumiço de cerca de um quilo de maconha atribuído à facção. A PCDF aponta Jamielson Costa, o "Parazinho", como autor dos disparos.
Dois dias depois, um jovem de 20 anos acusado de furtar drogas foi agredido com pauladas nas mãos. A sessão foi filmada e divulgada, segundo a investigação, para intimidar quem descumprisse as regras do grupo. O rapaz foi assassinado depois.
Em 27 de setembro, um homem morreu com 12 tiros, e a principal linha é uma discussão sobre a quantidade de cocaína vendida e uma reclamação envolvendo a companheira de um homem apontado como liderança. Em 4 de outubro, atiradores que queriam matar um integrante do grupo atingiram outra pessoa dentro de um barraco. Em 11 de outubro houve mais um homicídio, possivelmente ligado a uma desavença antiga. No dia seguinte, o irmão de um homem apontado como segundo na hierarquia foi baleado quatro vezes e sobreviveu. Em 14 de outubro, um adolescente foi morto a tiros em plena luz do dia, e as circunstâncias seguem em apuração.
Quem ainda está foragido e o que a polícia apreendeu
Além de Vitor, a PCDF investiga Jamielson Costa e Osnairdson da Silva Pinheiro, o "Maxixe". Os dois não foram encontrados.
Durante as buscas, os policiais foram a uma casa em Ceilândia atrás de um possível foragido e não o encontraram. Uma moradora contou que a filha recebia encomendas de outros estados, e naquele dia havia chegado um pacote do Rio de Janeiro. A embalagem dizia ser um gabinete de computador, mas exalava forte cheiro de droga. Com autorização da moradora, registrada em vídeo, os agentes abriram o pacote e acharam, dentro do equipamento, uma substância embalada a vácuo, identificada de forma preliminar como concentrado de maconha, o "wax" ou "BHO". O material seguiu para análise no Instituto de Criminalística da PCDF.
O que já se sabia sobre o Capão Comprido
A prisão se soma a três outras feitas na semana de 15 e 16 de outubro na mesma região, quando a PCDF já apurava a hipótese de um "tribunal do tráfico" por trás das mortes. Em junho, a polícia e o Ministério Público do DF miraram o braço de fornecimento do Comboio do Cão na Operação Fornitori.
A PCDF não informou, nas reportagens consultadas, a data em que Vitor passa por audiência de custódia nem quando devem ser concluídas as investigações. Quem tiver informações sobre os foragidos pode ligar, de forma anônima, para o Disque-Denúncia 197.
Fontes: Jornal de Brasília e Metrópoles.