MPDFT: homem é condenado a 21 anos por matar jovem a facadas em Taguatinga em 2013
MPDFT obtém condenação de 21 anos em regime fechado de Erles Gomes Passos pela morte de Lauane Santos Viana, esfaqueada em Taguatinga em 2013.
Neste texto3 tópicos
O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) obteve a condenação de Erles Gomes Passos a 21 anos de prisão, em regime inicial fechado, pelo assassinato de Lauane Santos Viana, de 27 anos, morta em Taguatinga em 4 de outubro de 2013. A condenação saiu na terça-feira, 27 de outubro, e foi divulgada pelo MPDFT nesta quarta-feira, 28. O crime completou 13 anos neste mês.
O processo tramita sob o número 0714116-06.2021.8.07.0020. O ano que consta na numeração indica que a ação foi distribuída em 2021, oito anos depois do crime. O regime inicial fechado significa que a pena começa a ser cumprida em estabelecimento de segurança máxima ou média, sem a progressão imediata para regimes mais brandos.
Como foi o crime, segundo a denúncia
De acordo com a denúncia, Erles, conhecido como "Cei" ou "Ceilândia", controlava a venda de drogas em um galpão abandonado atrás de uma concessionária, na QS 3 de Taguatinga, onde também morava. Na noite do crime, Lauane foi ao local comprar entorpecentes. Depois de uma discussão, ela foi esfaqueada mais de 20 vezes por Erles e pela companheira dele, Ritha Caroline Alves de Aquino, a "Galega".
Após as agressões, o réu ofereceu porções de crack a usuários que estavam no galpão para que retirassem a vítima do local. O corpo foi encontrado na manhã seguinte, em um terreno baldio próximo à linha do metrô.
As qualificadoras reconhecidas
O MPDFT sustentou que o homicídio teve três circunstâncias que agravam a pena:
- motivo torpe, por se tratar de cobrança de dívida do tráfico de drogas;
- meio cruel, pela quantidade de golpes e pelo sofrimento imposto à vítima;
- recurso que dificultou a defesa, já que a jovem foi segurada enquanto era golpeada e atacada por mais de uma pessoa.
O Código Penal prevê pena de 12 a 30 anos de reclusão para o homicídio qualificado. A condenação de 21 anos ficou na faixa intermediária dessa escala.
A outra acusada
Ritha Caroline, apontada como a outra participante do crime, morreu em 2022, e a punibilidade dela foi extinta. Com a extinção da punibilidade dela, o MPDFT informa a condenação de Erles como desfecho da ação.
A nota do MPDFT não informa onde o condenado cumprirá a pena, se ele já estava preso nem se a defesa vai recorrer. A defesa não se manifestou na nota. A informação sobre eventual recurso deve constar do processo, que pode ser consultado pelo número no sistema de consulta processual do Tribunal de Justiça do DF e dos Territórios (TJDFT).