Economia

BC terá seis vagas de diretor até 2027, e o Senado sabatina cada indicado de Lula

Duas cadeiras estão vazias desde janeiro; as outras quatro abrem entre março e dezembro de 2027

Neste texto4 tópicos
  1. As seis vagas, por data
  2. Por que a vaga ficou aberta
  3. O que dizem os economistas
  4. Como o Senado entra

O Banco Central (BC) terá seis cadeiras de diretor a preencher até o fim de 2027, e cada nome indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) precisa ser aprovado pelo Senado, em Brasília. A contagem foi publicada pela Folha de S.Paulo e reproduzida pelo Jornal de Brasília nesta terça-feira, 3.

As seis vagas, por data

  • Abertas desde janeiro deste ano: as diretorias de Organização do Sistema Financeiro e de Política Econômica.
  • Indicações possíveis até fevereiro de 2027 para outras duas, entre elas a de Fiscalização, que fica livre a partir de março.
  • Mais duas se abrem em 31 de dezembro de 2027.

As duas primeiras ficaram sem titular em 31 de dezembro de 2025, segundo o Metrópoles, que acompanha o caso desde maio. Os antigos diretores haviam sido indicados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O colegiado do BC tem nove cadeiras, contando a presidência.

Por que a vaga ficou aberta

O Metrópoles atribuiu a demora a uma disputa entre o Palácio do Planalto e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). A reportagem lembra que, pouco antes, o Senado rejeitou o nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF). Na semana passada, segundo a Folha, Lula tratou com ministros das indicações pendentes para autarquias, o que inclui as duas vagas do BC represadas há quase um ano.

O que dizem os economistas

O diretor do BTG Pactual e ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia disse à Folha que não acredita que Lula fará escolhas diferentes das anteriores: "O Lula é forjado na negociação". Já o economista-chefe da XP Investimentos, Caio Megale, pede decisão rápida, porque o BC "é desenhado para ter as nove diretorias" e, com vagas acumuladas, "começa a faltar braço".

Há também a questão de gênero. Hoje, só uma mulher integra a cúpula do BC, a diretora Izabela Correa. Segundo relatos citados pela Folha, Carolina Bohrer, chefe do departamento de Organização do Sistema Financeiro, tem a simpatia do presidente do BC, Gabriel Galípolo, para um posto na diretoria.

Como o Senado entra

A escolha do nome é do presidente da República, mas a Constituição exige que o Senado aprove cada indicado após arguição pública. A sabatina acontece na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), na sede do Congresso, em Brasília. A composição atual está na página da diretoria do BC.

A Folha menciona só um rumor de nome, o do economista André Roncaglia, que disse não ter sido procurado. O Comitê de Política Monetária (Copom) se reúne nesta terça e quarta, 3 e 4, para definir a Selic. Para o contexto local da economia, veja o ranking dos maiores PIBs municipais do país, em que Brasília aparece entre os três primeiros.