Política

Lula aceita no TSE as 19 exigências de Flávio e fixa prazo para abrir sigilos

Campanha petista protocolou a resposta nesta quinta; Poder360 e Metrópoles detalham o pedido de entrega simultânea ao relator André Mendonça

Neste texto3 tópicos
  1. Como a disputa pelos sigilos começou
  2. O que a campanha de Lula pediu nesta quinta
  3. O que ainda está em aberto

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) protocolou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta quinta-feira, 22, um documento em que aceita integralmente as 19 exigências feitas pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) para a abertura de sigilos bancário, fiscal e telefônico dos dois candidatos. Os papéis levam assinatura digital de Lula, segundo a campanha petista, e a disputa chega a três dias do segundo turno, marcado para domingo, 25.

O protocolo foi feito pelo senador Camilo Santana (PT-CE), coordenador da campanha, pelo secretário-geral da Presidência, Guilherme Boulos (Psol), e pelo presidente do PT, Edinho Silva, de acordo com o Poder360.

Como a disputa pelos sigilos começou

O embate nasceu no debate da TV Band, no domingo, 18, quando Lula desafiou Flávio a abrir os sigilos dos dois e de familiares. Na terça-feira, 20, o presidente levou ao TSE e ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma autorização para a quebra dos próprios dados e dos de seus filhos, desde que o adversário fizesse o mesmo.

Flávio respondeu na quarta-feira, 21, que aceitava, com condições. Pediu que a quebra de Lula alcançasse o ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, o irmão do presidente José Ferreira da Silva, o Frei Chico, e que fossem divulgados os registros de entrada da empresária Roberta Luchsinger no Palácio do Planalto, entre outros pontos, conforme a Agência Brasil. Camilo Santana disse no mesmo dia que Lula "não se opõe a absolutamente nada" do que Flávio propôs, desde que o senador cumpra o próprio pedido.

O que a campanha de Lula pediu nesta quinta

Pelo relato do Poder360, Boulos afirmou que Flávio levou quatro dias para responder se aceitava a proposta e que as condições apresentadas dificultaram a entrega dos documentos. A campanha petista disse que o senador tem até as 23h59 desta quinta para apresentar os seus. Esse prazo foi fixado pela própria campanha de Lula: nem o TSE nem o relator o estabeleceram.

De acordo com o Metrópoles, a petição enviada ao ministro André Mendonça, relator do caso no TSE, propõe que os dois candidatos compareçam ao tribunal para entregar juntos as autorizações, em data e hora combinadas. Depois, os dados seriam divulgados no sistema DivulgaCandContas ou em outra plataforma pública.

A mesma petição pede a inclusão da Alcazar Holdings, empresa sediada em Portugal ligada ao advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio. O Metrópoles informa que e-mails obtidos pela Polícia Federal indicam que o senador estava cadastrado como usuário máster de uma conta da empresa no Santander. O próprio jornal ressalva que o registro bancário, por si só, não comprova irregularidade. Flávio nega ter mantido contas com Willer Tomaz ou com empresas do advogado.

O que ainda está em aberto

As fontes consultadas não registram decisão de Mendonça sobre os pedidos, nem resposta pública da campanha de Flávio ao protocolo desta quinta. O DistritoNews não localizou manifestação do senador sobre a proposta de entrega simultânea até a publicação.

O TSE concentra outras frentes do segundo turno. A campanha petista também pediu ao tribunal a cassação da chapa de Flávio, como o portal mostrou na cobertura do pedido. Para os confrontos que ainda restam na TV, veja o calendário dos debates do segundo turno.

O texto será atualizado se o relator decidir ou se Flávio protocolar os documentos.