Vacinacao antirrabica no DF tem nova etapa no sabado, 29
Pontos fixos atendem de segunda a sexta, das 8h as 17h; vacina e gratuita a partir dos tres meses de idade
A campanha de vacinação antirrábica de cães e gatos no Distrito Federal terá nova etapa no próximo sábado, 29. A confirmação está em publicação da Agência Brasília deste domingo, 23, que também informa que os pontos fixos seguem abertos de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.
No sábado 22, a ação percorreu cerca de 160 locais nas áreas urbanas do DF. A vacina é gratuita, pode ser aplicada em animais a partir dos três meses de idade e precisa ser renovada todo ano.
A campanha já estava prevista antes da confirmação de um caso de raiva em um cão no Lago Norte, ocorrência que reacendeu a procura pelos postos. Até então, o Distrito Federal não registrava a doença em cães desde 2000 e em gatos desde 2001.
Onde vacinar durante a semana
Quem não conseguiu levar o animal no sábado tem duas alternativas: esperar a etapa do dia 29 ou procurar um dos pontos fixos, que funcionam em dias úteis das 8h às 17h. A lista completa dos endereços é divulgada pela Secretaria de Saúde do DF.
A orientação vale para cães e gatos saudáveis. Animais doentes, em tratamento ou com sintomas devem passar antes por avaliação veterinária.
A raiva é causada por um vírus que ataca o sistema nervoso central e é letal na quase totalidade dos casos, tanto em animais quanto em pessoas. Mesmo sem circulação entre cães domésticos no DF por mais de duas décadas, o vírus continua presente em animais silvestres, especialmente morcegos.
O que fazer depois de uma mordida
Em caso de acidente com animal que possa transmitir o vírus, a orientação da Secretaria de Saúde é procurar imediatamente uma unidade de saúde, seja hospital ou Unidade Básica de Saúde. O atendimento define se há indicação de vacina, de soro ou dos dois.
O protocolo do Ministério da Saúde para o primeiro atendimento prevê:
- lavar o ferimento com água corrente e sabão;
- não fechar nem costurar a lesão por conta própria;
- anotar as características do animal e, se possível, manter contato com o tutor;
- procurar a unidade de saúde no mesmo dia, mesmo que a mordida pareça superficial.
Os sinais de raiva em cães e gatos costumam aparecer semanas depois da exposição ao vírus e incluem mudança brusca de comportamento, agressividade sem motivo aparente, salivação excessiva, dificuldade para engolir e paralisia progressiva. Animal com esses sintomas não deve ser contido por conta própria: a orientação é isolar o ambiente e acionar o serviço de vigilância ambiental.
Em pessoas, o tratamento profilático é gratuito na rede pública e precisa começar o quanto antes. Uma vez instalados os sintomas neurológicos, a raiva é praticamente sempre fatal, o que faz da vacinação de cães e gatos a barreira mais eficiente contra a circulação do vírus nas cidades.
Entre quem procurou os postos no fim de semana estava a aposentada Tereza Abreu, tutora de Roque, de 14 anos. "O animal é um 'ser', não é uma 'coisa'", afirmou. "Nós temos que ter cuidado com eles assim como cuidamos de nós mesmos, e eu procuro sempre, dentro das minhas condições, cuidar muito bem dele. Ele toma a vacina todo ano, estou sempre atenta às campanhas".
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